quarta-feira, 19 de novembro de 2008

DEFICIÊNCIAS

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês. "Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. "Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus. Mario Quintana - escritor gaúcho

sábado, 11 de outubro de 2008

Os cabeças e os planilhas

O texto abaixo de Luis Nassif sobre os "opinadores" é muito bom: qual a qualidade das opiniões que a imprensa divulga? a soldo de quem trabalham esses opinadores, sempre disponíveis?

Os cabeças e os planilhas, Luis Nassif

Seria divertido, não fosse trágico, a perda momentânea do discurso das chamadas fontes econômicas em permanente disponibilidade e a perda de foco da cobertura econômica. Daqui a pouco serão criados novos chavões que passarão a ser repetidos como mantra.

Hoje, tem-se uma situação totalmente distinta daquela de duas semanas atrás. Problemas escondidos que apareceram, incêndios lavrando. Mas não houve tempo ainda para a uniformização do discurso. Aí as fontes em permanente disponibilidade repetem o bordão anterior, sem tempo para renovar, os papagaios ecoam, criando uma balbúrdia infernal.

Por exemplo:

Raul Velloso continua com o mantra de reduzir despesas para enfrentar a crise. Até tem sua dose de razão porque a atividade econômica vai cair e, com ela, a arrecadação. Mas não analisa o impacto da provável queda de juros sobre o superávit porque ele não é especialista em juros. E como o Jornal Nacional não é especialista em economia, coloca o discurso do Raul como se fosse o tema relevante do momento.

Maílson (da Nóbrega) repete Raul. Depois, repete (Celso) Pastore. Depois, repete o grande macro-economista Natan Blanche.

(Fábio) Giambiagi e (Alexandre) Schwartsman insistem que o problema é a inflação e o governo tem que aumentar os juros.

Pastore insiste que o câmbio tem que cair e o equilíbrio externo deve ser alcançado com recessão. Essa é a diferença dos seres estatísticos (como Pastore, figura maior, Schwartsman, em outro nível), especialistas que enxergam o mundo apenas através da sua área de especialidade (Velloso e Giambiagi) e opinadores (Maílson).

Compare com a visão de conjunto de Delfim (Neto), (Yoshiaki) Nakano, com a visão histórica de (Luiz Gonzaga) Belluzzo, com a visão sólida de operador de (Ibrahim) Eris e se entenderá que a planilha é relevante, desde que o dono da planilha tenha a visão de conjunto para definir as correlações relevantes.

Ou seja, um bom planilheiro medindo os impactos dos modelos pensados por Nakano e Delfim vale mais do que um planilheiro querendo entender o mundo a partir da sua planilha.

domingo, 28 de setembro de 2008

Visita

Retorno de uma rápida visita ao meu pai e volto um tanto triste, pois o estado que o encontrei não é dos melhores.

Primeiro, seu aspecto, que lembra um pouco o meu avô, demonstra quão crítico é seu estado de saúde; tendo perdido muitos quilos, está agora com os ossos à mostra; seu rosto, desfigurado pela reentrâncias, seu queixo proeminente; enfim, de início tive dificuldade em reconhecer naquela figura, carcomida pelo tempo e pela doença, meu Pai.

Ainda, as doenças, crônicas, estão consumindo seus dias, sua vista, sua capacidade de pensar, de falar; vai perdendo - se já não perdeu, qualquer noção de realidade.

Parece que meu velho vive, agora, num espaço apenas dele, onde ninguém alcança, ninguém enxerga, ninguém pode compartilhar.

Tudo isso faz com que ele não mais reconheça as pessoas e, pela primeira vez, não disse meu nome! É triste constatar isso.

Ouvi-lo pronunciar meu primeiro nome no diminuitivo, como sempre, faz uma falta danada! Nunca tinha percebido a importância disso. . . fica apenas uma lembrança que guardarei, com carinho. Era doce a forma com que dizia meu nome, tinha alegria em sua voz e isso, percebo agora, me enchia de alegria e orgulho, sobretudo.

Estou aqui, mas não posso esquecer nem desligar, meu pai pode precisar de algo. Ainda bem que a Odete, uma negra que faz o que gosta, acompanha e providencia tudo que ele precisa. Essa mulher, que não conhecia, tem um valor inestimável. Peço a Deus que a ilumine, hoje e sempre.

Meu pai ficou lá, quase inerte, lutando com todas as suas forças pela vida, ainda que limitada: como bom combatente ele não se entrega: faz de cada passo, uma conquista, de cada levantar da cadeira, um golpe nas enfermidades, de cada copo d´agua, um feixe de vida e, assim, vai vivendo, vivendo até que um dia as forças lhe faltem e, assim, tenha que partir.

Partir em busca do além, demonstrando para todos nós, filhos, netos, agregados, enfim todos que o conhecem, que a vida vale a pena, que temos que lutar para viver.

Pai, peço a Deus que derrame muita luz e força sobre você, para que continue firme, sem se entregar, nunca. um beijo com amor, carinho e eterna gratidão,

seu filho, Cidinho

domingo, 21 de setembro de 2008

Difícil, não impossível

Ontem, 20 de setembro, fez seis anos!

Parece que aconteceu há instantes, tão presente e viva é a emoção e o gozo que permanece, ainda fresco, como se o tempo tivesse parado.

Foi um momento mágico, sublime, encantador e que enche a vida de alegria e de prazer de viver. E, melhor, se repetiu muitas e muitas vezes, alegres, felizes momentos de êxtase puro, quase angelical. Faz seis anos!

Um momento impossível de esquecer e, ao mesmo tempo, difícil de repetir.

Anseio que tudo aconteça novamente: estarei ainda mais atento e pronto para saciar nossa sede, nossa entrega.

Ainda agora todo frescor ressurge e a emoção floresce, novamente.

Que bom que é assim e que se repita, ad eternum.

domingo, 24 de agosto de 2008

Recuperação

Meu velho, após sair do hospital, teve um recaída e voltou a ser internado, com pressão elevada, febre, muito fraco já que não estava se alimentando direito.

Já tendo saído do hospital, tem o acompanhamento de duas pessoas que o ajudam, pois meu pai não consegue ficar parado, sentado ou em pé; sempre quer se movimentar e, com poucas forças, depende muito de auxílio; também é necessário ajudá-lo a alimentar-se, pois sua coordenação está muito prejudicada devido ao Mal de Parkinson.

O importante, no momento, é que ele está sendo cuidado e a Aviomar, minha irmã, tem dispensado todos os cuidados necessários.

Breve irei vê-lo, gosto muito de estar com ele.

Estar presente enquanto é possível, é o que podemos fazer; depois da viagem de nada adiantará os lamentos, ficará apenas o vazio e a tristeza, que o tempo dará alguma forma de cura.

sábado, 2 de agosto de 2008

magistral

Caetano Veloso se apresenta na MTV

Em recuperação

Meu pai continua internado recuperando-se do AVC; preocupa-me os relatos de seu estado, perece muito quieto, sem reações, um tanto prostrado.

Quais seriam as consequências neurológicas? Serão realizados os exames necessários?

Pelo pouco que conheço, dificilmente.

A dedicação e o esforço de toda a vida laboral há muito ficou para trás, já não existe forças, nem vontade. A tudo parece esperar.

Meu velho não tem tido muito ânimo ou são as condições físicas ou é a forma com que está sendo tratado que o faz ficar nesse estado?

Essa pergunta martela-me.

Que motivação que poderia ter; quais seriam suas perspectivas.

Sempre foi avesso ao exercício físico, sua limitação na leitura, agravada pela visão reduzida, não permite um horizonte, mesmo que nos livros.

Peço a Deus que o ilumine, o proteja e o guarde e derrame suas bençãos para que a recuperação seja rápida e plena, para que possa sorrir, novamente.

Hoje, ele completa 81 anos. Parabéns, seu Natal, meu velho querido, um carinhoso e filial beijo.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Pai, eu te amo!

Hoje meu pai, velho Natal, sofreu um Acidente Vascular-Cerebral (AVC), comumente chamado de "derrame". É a terceira ou quarta vez que isso ocorre; desta vez, pelos relatos, as sequelas teriam sido mais graves.

Isto ocorre na véspera do aniversário do meu velho que amanhã completa 81 anos de vida: tinha pensado em providenciar, com a Mai - minha irmã, uma comida muito gostosa prá ele comemorar esses 81 anos! Infelizmente, estará em um hospital, lutando pela vida. . .

Drummond escreveu que a gente sofre porque idealiza e não se lembra de tudo de bom e belo vivemos; diz ele: "passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido juntos e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos".

E, Drummond, finaliza "A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, faz perder também a felicidade".

Este momento, é de tristeza: meu pai sofre, luta pela vida com as poucas forças que tem, mas sei que muita coisa boa aconteceu ao longo de nossas vidas.

Sei que apanhei quando mereci,

sei que sorriu quando estávamos alegres,

sei que me apoiou em todos os momentos, mesmo quando em silêncio;

sei que se orgulha de mim,

sei que gosta muito de minha presença e sei que sente minha falta;

sei que me ama

tudo o mais, não tem importância.

me lembro que, pouca ou nenhuma imagem, tenho dele: todas estão guardadas no coração;

mas isto basta!

De longe acompanho os relatos e posso dizer

"Pai, desejo e rezo para que supere mais essa cilada para que possamos sorrir juntos, novamente, pois eu te amo".

sábado, 19 de julho de 2008

ontem

comprei uma pizza! tomei um vinho, sozinho.

Prá que ficar escrevendo, se ninguém lê? Talvez um desabafo, uma forma de partilhar com o nada esse vazio sem sentido, sem futuro nem ousadia.

Uma forma de conseguir algo é lutar, sem desistir, persistindo, acreditando.

hoje, em que acredito?

O passado já foi, o presente se esvai na mesmice e o futuro, mera repetição?

Poderia dizer, como na música: "e agora, o que faço sem você, você não me ensinou a te esquecer".

O que adianta?

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Eis que retorno

Faz tempo, um bom tempo, mas estou aqui!

Dizem que a redação foi apresentada em uma seleção de emprego, mas não importa; pena que não se sabe o autor.

É um primor, algo belo, tocante, profundo e vale uma viagem. . .

CURRICULUM VITAE

"Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"

"Eu já dei risada até a barriga doer, já nadei até perder o fôlego, já chorei até dormir e acordei com o rosto desfigurado.

Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.

Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora, já passei trote por telefone, já tomei banho de chuva, E acabei me viciando.

Já roubei beijo, Já fiz confissões antes de dormir num quarto escuro pro melhor amigo.

Já confundi sentimentos, Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.

Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.

Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais dificeis de se esquecer.

Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.

Conheci a morte de perto, e agora anseio por viver cada dia.

Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.

Já saí pra caminhar sem rumo, sem nada na cabeça, ouvindo estrelas.

Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e laranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.

Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.

Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.

Já me apaixonei e achei que era para sempre, Mas sempre era um "para sempre" pela metade.

Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção. guardados num baú, chamado coração.

E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "- Qual sua experiência?" Essa pergunta ecoa no meu cérebro: "- experiência...experiência..."

Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência?

Não!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!"

"Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"

domingo, 22 de junho de 2008

O amor está conosco, sempre!

Este texto, sem título, é muito legal! O autor só não disse que nosso amor amadurece, muda de jeito, mas continua para sempre, independentemente de querermos ou não, se transforma, ganha vida própria, não conseguimos afastá-lo, o amor está conosco, sempre! ........ "Você já desejou alguém tão fortemente que abalou sua vida? Já se apaixonou tão absurdamente que não pensava em nada mais, não tirava aquilo da cabeça, não conseguia visualizar um futuro, um presente, e vivia só do passado? É incrível como a gente se mobiliza por uma paixão. A paixão é o motor da vida. Nos apaixonamos muitas vezes, e cada vez é para sempre. Se a gente se decepciona, partimos para outra com um sorriso. Se a outra pessoa se decepciona, deixamos de ser o centro do universo para entrar numa escuridão que parece infinita. Mas o bom é termos essa capacidade de regenerar partes do nosso corpo que foram decepadas. Parece que perdemos o coração para sempre, mas ele volta bombando. Parece que nossa alma sumiu, mas ela se apresenta de novo com um novo suspiro. Parece que nossa capacidade de amar se esgotou, mas o inesperado faz uma surpresa e lá estamos de novo, com a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo por causa da paixão, sabemos que somos únicos. É como uma impressão digital, única e intransferível. Somos únicos quando amamos. E cada pessoa que amamos, amamos de modos diferentes porque também somos imprevisíveis. Não sermos redundantes no amor é nosso passaporte para a utopia da felicidade. Que seja utopia, mas a perseguição dela é mais interessante que os amores estabelecidos como regras a serem cumpridas só porque cabem bem junto à sociedade. No amor, vale o risco, vale seguir o vento, o cheiro, o desejo. Se se arrepender de algo, não tenha vergonha de voltar atrás. É melhor ser sincero e encarar o medo, do que viver sofrendo com algo que poderia fazer e não fez por vergonha. O amor é sem vergonha. (Serginho Groismam)

Morte, insondável mistério da vida

Nestes dias partiu um parente de um colega de trabalho e, na liturgia, tive um momento de muita reflexão, um convite para olhar diferente o perdão, a partilha, o outro, encontrar um espaço para amar; desse momento, voltei a pensar no insondável mistério que é a vida construnido a morte! Essa é a consequência natural de quem vive: seja da maneira que seja vivida, acaba! Qualquer atitude que tenha para preservá-la, de nada adianta: a morte, sorrateira, chega para todos!
...................... De Dili, chega a notícia da tragédia do atendimento de saúde: sequer gaze encontraram no posto! na urgência de um acidente, encontra-se o "nada", pois foi um nada o atendimento.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Juros

Hoje voltei a fazer academia: uma hora de exercício, foi ótimo. Já a notícia confirmando a elevação da taxa Selic me deixa com um sentimento de frustração e quase uma certeza de que nosso país não vai chegar a lugar nenhum: como combater a inflação mundial com juros internos? Enfim, além de lamentar, é necessário fazer algo! e logo.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Quem sabe?

Um friozinho durante todo o dia de hoje aperta, ainda mais, a necessidade de aconchego, de carinho, de companhia, de doar-se. Duas coisas chamam minha atenção: o Villaggio Café e o voluntariado. Este um convite para partilhar, despretensiosa e gratuitamente, o pouco de tempo que sobra, criar a oportunidade de aprender a aprender. Aquele um ambiente de alegria, de saborear o melhor da música, a companhia, da conversa sem compromisso, do olho no olho, da paz construída. Quem sabe, pode vicejar algo novo nesse deserto, nessa falta de sentido? Quem sabe?

domingo, 1 de junho de 2008

Qual o sentido da vida?

Teria sentido, a vida? Em quê? Em nada? onde? quando? como superar esse vazio, essa falta de objetivo, de entendimentoo? fica o vazio, o nada; o espaço em branco, sem qualquer peça, qualquer marca. . . se fosse pensar, pensar em quê? se fosse andar, andar prá onde? se fosse fazer, fazer o quê? se fosse ensinar? ensinar? se fosse aprender, como? não tem quem ensina, não tem quem encaminha, não há companhia, só o vazio, só o fato, que fato? sem pensar, pense onde? quando? até quando. . .

domingo, 4 de maio de 2008

Sorte e serenidade

Vidro temperado quebrado! Ontem, dia 03/maio, tive muita sorte quando o blindex do box do banheiro quebrou! Aquela placa de vidro temperado se transformou, numa fração de segundo, em milhares de pequenos pedaços contantes. Para minha felicidade restou apenas um corte de dois centimetros no dedo indicador, que exigiu uma pequena sutura com dois pontos. Tive muita tranquilidade naquele momento, pois além da quantidade de pequenos estilhaços de espalhados por todo banheiro, ainda um filete de sangue que escorria de minha mão. A serenidade é tudo, especialmente em momentos de crise: pudera desenvolver essa capacidade de enfrentar qualquer situação com serenidade. Conquistar esse dom é um dádiva dos céus! Não significa ficar inerte, prostado, mas, sim atuar com energia e vigor, sem atropelos e consciente da gravidade ou da importância do momento. Aos poucos chegarei lá: muita serenidade e muita paz em todas as ocasiões. Shalom!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Sem pressa

Agora a sós, novamente! Acabam de sair, Rodrigo e Karina, foram ao espetáculo do Cirque du Soleil que há muito esperam. . . Este feriado passou lento, sem pressa, no sossego, sem compromisso, nenhuma forma de preocupação, sem espera: há muito não tem sido assim, pois sempre há com o que se preocupar, preparar, esperar, meditar. De agora em diante até me recolher trabalharei um pouquinho: são apenas algumas avaliações a serem corrigidas, notas a serem apuradas e informadas no sistema da faculdade. Tarefa que tem tudo para ser tranquila já que, sem pressa, farei com zêlo e carinho, como sempre. Vou esperá-los! Quero ouvir o relato empolgado sobre o que viram e ouviram. . . como é bom perceber e conviver com o brilho, o sonho e a esperança da juventude! Amanhã iremos ao Mercadão. Com certeza com muitas novidades e descobertas.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Uma pescaria

Orangotango pescando . . .
A imagem acima chamou a atenção! Não pela pesca, mas pela forma arriscada que o animal está: pendurado, com pouco apoio.
Outro aspecto é que no canto superior esquerdo da foto aparece um outro animal: de que espécie seria?

segunda-feira, 21 de abril de 2008

sem vontade

Passo por aqui apenas para registar minha indisposição: alguma coisa não está bem com meu organismo, pois estou um tanto prostado, sem vontade de fazer coisa alguma. . .

domingo, 20 de abril de 2008

Há um mês

Ainda não incorporei a necessidade de postagem diárias, registros rápidos do cotidiano: quem sabe, a partir de agora possa fazê-lo. Do que posso mencionar muito se relaciona às minhas ulas, verdadeira paixão, um tanto estremecida, é verdade, pelo desinteresse de muitos alunos.
Para superar lembro-me de uma afirmação: mesmo que apenas um aproveite, terá valido a pena. . . No sábado atendi alunos do TCC: percebo muita perpexidade e inexperiência. Alguns são especiais, se deixam cativar desde o início, outros, mais reticentes, aos poucos vão se achegando, outros ainda resistem e, alguns, nem tentam, pois fecham-se em seu mundos. As experiências, as conversas, as dúvidas, as certezas, os questonamentos! estes, sim, acrescentam, embora poucas vezes apareçam. Todos receberam as orientações, similares e diferentes: similares nas tarefas, diferentes nas abordagens. Quero crer que tenham sido tocados: a pesquisa é prazerosa quando nos debruçamos sobre um assunto que nos empolga, nos cativa e, especialmente, quando nos sentimos úteis!

quarta-feira, 19 de março de 2008

O silêncio

Após um bom tempo, retorno! As demandas sindicais estão tomando todo tempo e atenção. Mas o texto de hoje é inquiridor: até que ponto estamos dispostos ao encontro conosco mesmo, pois o silêncio é que nos permite essa experiência. Deguste o texto de Rubem Alves. . .
O silêncio Tagarelas alegres são emissários do demônio -com suas palavras tolas eles nos tiram das águas profundas O VENTO FRIO, AOS golpes, anunciava que o inverno estava se aproximando. Nuvens cinzentas cobriam os Alpes, como navios que navegavam velozes, levadas pelo vento. Era um velho mosteiro de freiras que praticavam o silêncio, costume abençoado que libertava as pessoas da obrigação de conversar com os vizinhos às mesas de refeições. Não ser obrigado a conversar é uma felicidade. É raro que as pessoas entendam isso. Eu iria dar uma fala, faltava ainda meia hora e procurei um lugar escondido onde pudesse ficar quieto com os meus pensamentos. Achei-o sob uma escada, quase invisível e ali me escondi. Foi então que uma pessoa delicada me viu ali sozinho e bondosamente pensou: "O professor Rubem Alves está abandonado..." Dois minutos depois meu refúgio estava cheio de pessoas falantes que destruíram a minha solidão... Os tagarelas alegres são emissários do demônio porque com suas palavras tolas eles nos tiram das águas profundas em que nos encontrávamos. Deus é o Grande Mar. A alma é um peixe. Os poetas sabem disso.T.S. Eliot escreveu: "Nosso olhar é submarino. Olhamos para cima e vemos a luz que se fratura através das águas inquietas..."Hóspede naquele mosteiro, eu deveria obedecer aos horários e participar dos eventos. Um deles me horrorizou: participar das celebrações litúrgicas às 6h, às 12h e às 18h. O santuário era um velho celeiro de madeira octogonal, muito grande e escuro, sem janelas. Os arquitetos, para pôr luz nas sombras, abriram buracos nas paredes, cobrindo-os com vidros coloridos. A luz do sol, entrando pelos orifícios e atravessando os vidros coloridos, faziam desenhos no espaço vazio, desenhos que se deslocavam à medida em que o sol caminhava pelo céu. Os bancos, poucos, seguiam três lados do octógono; a mesa, iluminada com velas, tinha no seu centro um ícone de Jesus ao estilo bizantino. Cheguei no horário. Poucas pessoas. Os mosteiros não são lugares que atraiam turistas. Fiquei à espera do início da liturgia, que deveria iniciar-se suiçamente ao repicar dos sinos às 6h da manhã. Os sinos repicaram mas nada aconteceu, nenhuma reza, nenhum hino, nenhuma leitura bíblica. Pus-me a examinar o espaço e as luzes que se entrecruzavam. O exercício de simplesmente ver tem o efeito de fazer parar o pensamento. Alberto Caeiro já dizia que "pensar é estar doente dos olhos..."Os pensamentos, produtos internos da cabeça, são perturbações que distorcem a pureza da visão. Aí, ao misticismo do ver seguiu-se o misticismo do ouvir. O vento descia furioso das montanhas, em golpes, lufadas que torciam a estrutura de madeira, provocando aqueles ruídos típicos de navios à vela batidos pelo vento. Ao lado do santuário havia uma plantação de macieiras nuas, o vento havia arrancado suas folhas todas, somente seus galhos pelados ficaram. Quando o vento sacudia a galharia era como se houvesse um mar enraivecido quebrando ondas. Aí os sons e as cores começaram a invocar poemas ancestrais."E a terra era um abismo sem forma e o vento de Deus soprava violentamente sobre a superfície das águas... E disse Deus: "Haja luz..." E aí meus pensamentos foram possuídos pela poesia.Mas e a liturgia? Já eram 6h20. Percebi então que a liturgia havia começado às 6h, quando os sinos tocaram... Só silêncio... texto: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1803200803.htm

terça-feira, 4 de março de 2008

RUBEM ALVES Ética de princípios

Duas éticas -a de princípios e a contextual. A única pergunta a se fazer é: "Qual delas está mais a serviço do amor?" AS DUAS ÉTICAS: a ética que brota da contemplação das estrelas perfeitas, imutáveis e mortas, a que os filósofos dão o nome de ética de princípios, e a ética que brota da contemplação dos jardins imperfeitos e mutáveis, mas vivos -a que os filósofos dão o nome de ética contextual.Os jardineiros não olham para as estrelas. Eles nada sabem sobre os estrelas que alguns dizem já ter visto por revelação dos deuses. Como os homens comuns não vêem essas estrelas, eles têm de acreditar na palavra dos que dizem já as ter visto longe, muito longe...Os jardineiros só acreditam no que os seus olhos vêem. Pensam a partir da experiência: pegam a terra com as mãos e a cheiram...Vou aplicar a metáfora a uma situação concreta. A mulher está com câncer em estado avançado. É certo que ela morrerá. Ela suspeita disso e tem medo. O médico vai visitá-la. Olhando, do fundo do seu medo, no fundo dos olhos do médico ela pergunta: "Doutor, será que eu escapo desta?" Está configurada uma situação ética. Que é que o médico vai dizer?Se o médico for um adepto da ética estelar de princípios, a resposta será simples. Ele não terá que decidir ou escolher. O princípio é claro: dizer a verdade sempre. A enferma perguntou. A resposta terá de ser a verdade. E ele, então, responderá: "Não, a senhora não escapará desta. A senhora vai morrer..." Respondeu segundo um princípio invariável para todas as situações. A lealdade a um princípio o livra de um pensamento perturbador: o que a verdade irá fazer com o corpo e a alma daquela mulher? O princípio, sendo absoluto, não leva em consideração o potencial destruidor da verdade. Mas, se for um jardineiro, ele não se lembrará de nenhum princípio. Ele só pensará nos olhos suplicantes daquela mulher. Pensará que a sua palavra terá que produzir a bondade. E ele se perguntará: "Que palavra eu posso dizer que, não sendo um engano -"A senhora breve estará curada...'-, cuidará da mulher como se a palavra fosse um colo que acolhe uma criança?" E ele dirá: "Você me faz essa pergunta porque você está com medo de morrer. Também tenho medo de morrer..." Aí, então, os dois conversarão longamente -como se estivessem de mãos dadas ...- sobre a morte que os dois haverão de enfrentar. Como sugeriu o apóstolo Paulo, a verdade está subordinada à bondade. Pela ética de princípios, o uso da camisinha, a pesquisa das células-tronco, o aborto de fetos sem cérebro, o divórcio, a eutanásia são questões resolvidas que não requerem decisões: os princípios universais os proíbem. Mas a ética contextual nos obriga a fazer perguntas sobre o bem ou o mal que uma ação irá criar. O uso da camisinha contribui para diminuir a incidência da Aids? As pesquisas com células-tronco contribuem para trazer a cura para uma infinidade de doenças? O aborto de um feto sem cérebro contribuirá para diminuir a dor de uma mulher? O divórcio contribuirá para que homens e mulheres possam recomeçar suas vidas afetivas? A eutanásia pode ser o único caminho para libertar uma pessoa da dor que não a deixará? Duas éticas. A única pergunta a se fazer é: "Qual delas está mais a serviço do amor?" http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0403200804.htm

sábado, 1 de março de 2008

Faísca

Este é o Faísca de que falei em outro post: alegre, brincalhão, sapeca, é uma ótima companhia, pois está sempre por perto. Já disseram que o nome dele deveria ser "sombra" rsrsrs

Tibe

Infelizmente, essa beleza de criatura causou um incidente: avançou e arranhou a perna de uma menina no elevador. Foi um arranhão leve, sem maiores consequências, tanto que, no momento, não houve manifestação, pois perguntei se havia machucado, se estava doendo e a resposta foi negativa. Momentos depois, o pai da garota ligou pelo interfone e foi extremamente agressivo: além de agressões verbais, disse que iria registrar queixa policial - o que é um direito dele. Posteriormente, solicitaram a carteira de vacinação do animal para verificar a validade da vacina anti-rábica: para o próximo dia 19, está prevista uma nova vacinação.
Doravante, evitarei o contato com outras pessoas, especialmente no elevador e corredores.
Já o Faísca, continua alegre e brincalhão: com tudo e com todos se diverte, pulando e abanando o rabo em demonstração de satisfação: são personalidades muito diferentes.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Um futuro. . . qual?

De nossas ações presentes depende nosso futuro; não há o que recuar dessa máxima. É assim que sinto, tudo tem causa e efeito e, muitas vezes, o efeito surpreende. Por quê digo isto? O mero fato de reconhecer que cometi o mais grave erro em minha vida - permitir que a situação daquele momento conduzisse à separação - me alimenta de tal maneira que sinto, agora, um tanto de alívio, outro de ansiedade e outro, ainda, de angústia. O alívio advém de, finalmente, perceber que falhei: reconheci e pedi perdão à pessoa que menos merece sofrer e, infelizmente, muito sofreu. Já a ansiedade é demonstração de que o tempo ainda é longo, o caminho estreito e o resultado incerto. Angustiado, sinto que não tenho as condições necessárias para concretizar tudo o que sonho e, por isso, sofro. Jamais vou recuperar o tempo perdido; jamais. O tempo passou, as oportunidades foram embora, portanto é olhar para o que restou e recomeçar. Repetindo o Gustavo, digo: que Deus, na sua infinita bondade, transforme esses sentimentos em capacidade de luta, em esperança, enfim, em desejo de vencer. Por isso, apesar de tudo, continuo em pé.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Filho pródigo

Este episódio, narrado na Bíblia, é didático e motivador: um convite para a reflexão, análise questionadora! O silêncio é, na maioria das vezes, ensurdecedor! Por isso, como o filho pródigo, voltarei e direi: Dirce, pequei contra o céu e te ofendi, perdoe-me, embora não seja, de todo, merecedor de sua confiança, dê-me seu perdão. Preciso libertar-me, buscar uma nova forma de encarar a vida e deixar de lado as ilusões que muito atrapalharam minha vida. Agora, vou construir o futuro com mais brilho, mais afinco e merecer a confiança! Que Deus me dê forças e luz, pois a esperança renasce. Amém

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Rubem Alves

"Os olhos da Igreja Católica só vêem as estrelas. E é do seu olhar para as estrelas imóveis que ela deseja governar a Terra" enquanto isto: "As estrelas brilham no céu. Os homens sofrem na Terra". Rubem Alves, em texto publicado na Folha de São Paulo, edição de hoje, disponível em: http://www.agenciaaids.com.br/clipping/aids_19022008.htm#_Toc191170466

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Um vôo, uma escola

O vôo de retorno de Brasília, nesta quinta-feira, foi bastante complicado: além do atraso na partida, a chuva de granizo fechou o aeroporto de Congonhas em São Paulo, exigindo o prolongamento do vôo, com retenção na região de Araraquara, onde ficamos girando por 40 minutos, em meio à turbulências. Depois de definido o local do pouso - havia a possibilidade de alteração para Cumbica - novamente a turbulência provocou desconforto. Previsto para ser de 1h25m, acabamos tendo uma viagem de 2h10m, provocando atraso na minha chegada à faculdade: primeira aula e atrasado, péssimo. Os alunos compreendem, mas fica o registro de que o professor pode atrasar. A aula introdutória de Câmbio, versando sobre a história da moeda, é bem ligth, interativa e conquista a moçada, o que é ótimo. A FAC São Roque é uma boa escola, com professores comprometidos com a boa formação dos alunos. É um semestre que promete.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Matemática

Uma grande dificuldade que os alunos enfrentam é entender matemática: listei 6 frações cujos resultados era 9. Questionados todos disseram isso; entretanto, não souberam dizer o que significam os resultados. As pessoas não pensam matemática, pois acham que são números apenas! Essa forma bitolada de lidar com os números, sem interpretá-los, é que provoca a resistência e, pior, a sensação de incapacidade. Daí se pode pensar que essa é uma estratégia: manter a massa ignorante para servir de exército à disposição. Se não sei matemática, não posso aprender matemática financeira, logo, não posso lidar com finanças, portanto continuarei pobre! Essa linearidade simplista, até um pouco forçada, dá uma idéia do efeito que causa nas pessoas que, sem perspectiva, deixam-se levar pela vida. Triste vida.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Cristo Redentor

um domingo

de muito trabalho: o início das aulas enseja uma preocupação com a qualidade das aulas, daí a necessidade de revisar todo material, incluir novos exemplos, buscar novas visões e conceitos, de forma a tornar este semestre diferente dos anteriores, não apenas pela virada da folhinha, mas sobretudo por uma nova abordagem do conteúdo. pelo menos um ponto me faz pensar: como tornar a análise de investimentos interessante aos alunos? a maioria não tem qualquer perspectiva de que poderá, um dia, utilizar as ferramentas. vejo muito incredulidade, muita indiferença e, pior, percebo a sensação de incapacidade que muitos alunos demonstram. o desafio é grande, mas a vontade de vencê-lo, também.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Primeiro dia

Nesta sexta, estive em meu primeiro compromisso do semestre; no entanto, os alunos, nenhum, compareceu. Fico a me perguntar se estariam certos em não se fazerem presente: uma sexta feira, pós carnaval, há muito mais o que fazer na metrópole! Por outro lado, existem muitas outras justificativas para comparecer. É um momento de reflexão e, por enquanto, nada conclui. quem sabe, mais à frenbte?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Fim e início

Fim de férias, merecidas e gozadas férias escolares! Enfim é hora de retomar: para isso devo brindar esse fértil período, com um bom vinho tinto, tim tim
Preparando as aulas, tive a sensação de que clamamos no deserto da indiferença!
Inúmeras pessoas se queixam da falta de oportunidade, entretanto deixam-na passar ao largo, esquecendo-se de que temos, cada um de nós, responsabilidade na construção do amanhã.
Delegar é possível em inúmeras atividades; entretanto, penso que não há como delegar a vida: viver é o bem maior! hoje e sempre, viver.
Muitas vezes ou melhor, inúmeras vezes, sem qualquer ousadia, apenas repetindo a rotina, dura e triste rotina; ainda assim viver, sentir-se vivo, um pouco desafiado, desafiante, desafinado. . .
Essa parte é intransferível: cada segundo teremos que enfrentá-lo,
com ou sem vontade,
com ou sem entusiasmo,
com ou sem jeito.
Viver é o maior desafio que enfrentamos, pois exige renovar-se a cada dia, enfrentar todas as vicissitudes, intempéries, frustrações e, também, a covardia. . . sim, pois esta nos acompanha, queiramos ou não.
Convite aos meus companheiros de jornada, neste novo semestre:
enfrentem o desafio diário de viver e ousar, de criar e aprender, de fazer e de sofrer, de amar e de perdoar, enfim convido-os a "ser".

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

um amigo. . .

sem palavras . . .

Já viramos uma página da folhinha!

Incrível como o tempo passa ligeiro: já adentramos fevereiro, de cara com o carnaval. Logo mais o ano começa de fato. Temos que esperar esse tempo para ver em que dará as denúncias de má utilização dos cartões corporativos no executivo: como as pessoas podem colocar a perder um instrumento ágil e transparente para os gastos públicos! A mistura público x privado que vemos neste caso acontece em muitas outras áreas, inclusive quando servidores saem do estado para a iniciativa privada, sem qualquer pudor; o caminho inverso é notório: são milhares de pessoas que veêm o estado como uma forma de melhorar seus contatos para vender benefícios a posteriori. A sociedade precisa se mobilizar para exigir uma estrutura de estado mais condizente com suas necessidades e isto passa pela educação republicana que cada servidor deve ter; entretanto, a quem isto interessa?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Muita chuva

Chove bastante em São Paulo: nas últimas 24 horas o volume correspondeu a dez dias de chuvas normais! O trânsito, com alagamentos, árvores derrubadas, buracos e muito zêlo dos motoristas, torna-se insuportável! Tenho conseguido me safar, mas conheço casos de pessoas que gastam muito tempo no trânsito. Há que se buscar mais recursos para investir no transporte público: a idéia de linhas expressas é muito boa; entretanto, a aplicação é restrita, mas beneficia as parcelas da população que vive mais distante, ou seja, os mais humildes. Ponto para administração municipal de sp.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Juros versus futuro

Mais uma vez a taxa de juros foi mantida! Continuamos com a segunda mais elevada taxa de juros real do mundo: excluindo o IPCA de doze meses até dezembro, a taxa real é de 6,50%, praticamente colada à maior do mundo, da Turquia, de 6,55%. Como consequência direta, as despesas com taxas de juros atingiram R$ 103,9 bilhões em 2007, o foi determinante para a alta de 12,02% da dívida interna em 2007. O estoque total de títulos públicos em poder dos investidores passou de R$ 1,093 trilhão em dezembro de 2006 para R$ 1,224 trilhão em dezembro de 2007, conforme reportagem publicada pela Folha Online. http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u366611.shtml Nosso crescimento e a melhoria de vida da população sempre fica para o futuro (Delfim Neto já disse, há muitos anos, que primeiro é preciso o bolo crescer para depois dividir!); portanto, isso não é novidade.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Copom x FED

Ontem, o FED resolveu antecipar uma decisão bastante acertada: a redução da taxa básica de juros de 4,25% para 3,50%, como forma de ativar a economia, evitando uma recessão anunciada. Por aqui, o Copom deve manter a taxa nos atuais 11,25%, desperdiçando uma oportunidade impar de blindar ainda mais nossa economia com uma reduçãozinha de 0,25%. Tal medida indicaria que o BC, mirando o centro da meta, também atuaria para restringir os efeitos da possível freada americana. A ortodoxia manda e o mercado agradece: continuaremos campeões em termos de juros reais.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Eonomia

Dois pontos chamam a atenção, hoje: a reunião do COPOM que irá decidir a taxa básica de juros no Brasil e o pânico(?) no mercado financeiro em vista dos problemas com a economia americana. O BC trabalha visando manter a inflação dentro de patamares civilizados, o que no Brasil significa algo em torno de 4,25% ao ano, como definido pelo Conselho Monetário Nacional. Embora não exista indicadores de que a inflação possa fugir ao controle, é unânime entre os analistas que o Copom irá manter a taxa nos atuais 11,25% a.a.: uma monstruosidade. A nossa taxa real de juros é uma das maiores do mundo. Uma possível crise afetará nossa economia com uma recessão, o que, automaticamente, irá restringir o consumo com efeitos benéficos para o controle da inflação; portanto, o Copom deveria reduzir a taxa de juros exatamente para evitar uma recessão mais intensa. Infelizmente não é assim que pensam os doutores. Já o pânico nos mercados financeiros mundiais, parece-me espuma para que alguns possam ganhar muito mais.

As férias estão terminando

Nos últimos dias, São Paulo tem estado chuvosa, muito nublada e, nesta noite, com friozinho surpreendente para a época. Os preparos para o retorno às aulas começam a ficar mais intensos, com reuniões, revisões de planos de ensino, aulas, conteúdo, enfim recomeçar com novo ânimo evitando a mesmice das repetições: mudar a forma de apresentar é reinventar-se.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Livre mercado. Livre?

Se o livre mercado é a solução, por que a necessidade de o Governo intervir? Não teria "a mão invísivel" a capacidade de sanear as relações econômico-financeiras?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

FARC, Chuvas e oportunidades

Após dois dias fora, é hora de retomar. Um assunto que chamou a atenção foi a libertação, pelas FARC, dos sequestrados. Algumas cenas foram marcantes, muita utilização de marketing, enfim a luta ideológica é o pano de fundo dessa iniciativa. Por aqui as chuvas têm causado alguns estragos, várias mortes: neste período de, infelizmente, a história se repete. O poder público não se prepara para as ocorrências ordinárias, enquanto a população, por falta de condições, ocupam os espaços mais sucetíveis de tragédias! Como disse o Delfim em entrevista na Band, o capitalismo precisa resgatar sua vocação: criar oportunidades para todos.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Política internacional

Nesse campo as coisas estão embaraçadas: de um lado, Chaves - Presidente da Venezuela, pedindo que as nações reconheçam os movimentos armados que atuam na Colômbia como insurgentes; de outro, Bush acusando o Irã de contribuir com o terrorismo mundial. À ambos faltam razões: enquanto na América Latina a atuação dos grupos é de gangsterismo, no Oriente a verdade de Bush parece-me igual àquela que destilou quando invadiu o Iraque: o petróleo é o grande objetivo e todas as alegações são apenas uma forma de dar um conteúdo "legítimo" para suas investidas.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Timor Leste

Meu filho já chegou ao Timor! Começa a ter contato com a realidade timorense, sentir de perto os problemas, dificuldades e desafios daquela gente que, parece, são multiplos e complexos. A missão do PNUD, através dos voluntários, que ele participará visa estruturar um sistema de controle do sistema judiciário do país. Por um por período meu filho se dedicará à essa nobre causa: contribuir para que a nação timorense construa um estado, pois os efeitos da longa dominação ainda é sentida. Para perceber um pouco mais essa realidade, visite o blog "Timor", no link: http://timor2006.blogspot.com/

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Um novo tributo

Essa notícia de que os líderes do governo no congresso pensam em uma nova contribuição para a saúde, incidente sobre a movimentação financeira com alíquota de 0,20%, pode ser uma boa saída para dois graves problemas: o primeiro, permitir que sejam efetuados investimentos na prevenção, essencial para a qualidade de vida e para a manutenção da saúde: prevenir é o remédio e, segundo, permitir melhor controle/fiscalização por parte da receita federal, que perdeu um importante instrumento para punir sonegadores. veja no link notícia publicada na Folha on line. http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u362184.shtml

Retomando

Nesta quinta retomei as aulas na Pós na FAC São Roque: uma aula sobre elaboração de projeto de investimentos, com elaboração de fluxo de caixa a partir de um cenário econômico para os próximos cinco anos, o que foi muito produtivo. Um destaque negativo é a falta de conhecimento que muitos alunos apresentam em relação a matemática financeira! ás vezes, chegar a assustar como conseguiram terminar uma graduação com nível tão rasteiro de conhecimento. Nossa educação exige atenção e muito mais investimentos: da forma que caminhamos pouco avançaremos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Decisões políticas

As decisões do governo para repor a receita com a CPMF que foi extinta e os compromissos assumidos nas negociações e depois não honrados (não aumento de tributos, não utilização da DRU - Desvinculação das Receitas da União nos gastos previstos para a educação) é demonstração de que a lógica do Governo Lula só é entendida por ele! Nesses episódios, a credibilidade dos negociadores é exaurida, em consequência as futuras negociações ficam prejudicadas pois a falta de confiança está instalada. Substituir negociadores, prática comum nesses casos, não parece ser a melhor alternativa para o governo que teria enormes dificuldades para encontrar novos personagens para esses cargos. De outro lado, parce que o governo, por estar em segundo mandato e sem possibilidade de uma reeleição (por enquanto, não há 3o. mandato) está jogando duro com a oposição.

Um parente

Ontem foi um dia inusitado, pois um parente iniciou longa viagem: todo mundo veio prá despedida no aeroporto. Um momento mágico de solidariedade, apoio, expressão de amor! Apenas na sexta ele chegará ao destino, Dili, capital do Timor Leste, onde deverá passar uns meses. Meu desejo é que sua estadia seja de muito sucesso, paz e muitas conquistas.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Nova epidêmia

As notícias sobre a epidêmia de febre-amarela em Goiás e no DF, além das áreas endêmicas no Brasil, deveria servir de alerta para a sociedade brasileira, pois a falta de recursos para a saúde é consequência da "bem sucedida política monetária". Para controlar a inflação temos uma das maiores taxas de juros do mundo e, para mantê-la, é necessário desviar recursos orçamentários para honrar os compromissos financeiros em detrimento dos gastos correntes e dos investimentos. Uma solução possível seria a renegociação das dívidas com alongamento dos vencimentos e redução gradativa dos juros.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Um questionamento

Teria o amor prazo de vencimento, ou seja, em um dado momento o amor deixaria de ter validade? Esse ponto aparece quando alguém diz: "nosso tempo passou, foi lindo, mas passou". Parece-me que esse descompromisso é consequência de uma maneira "fast food" de viver. Ainda não tenho resposta(s) para esta questão.

Um novo começo . . .

Iniciar um blog é um desafio e tanto! Pretendo atualizá-lo diariamente, com os mais diversos assuntos; ou seja, todo e qualquer assunto poderá ser postado. Conto com seus comentários.