AMANDA DEMETRIO DE SÃO PAULO 30/01/2011 - 14h27
Para evitar os problemas das compras pela internet, siga algumas dicas.
Antes de fazer a compra, procure o nome da empresa da qual está adquirindo o produto em sites como o reclameaqui.com.br, reputacao.com.br e confiometro.com.br.
Melhor ainda é conversar com alguém que já fez compras pela loja on-line para perguntar sobre a qualidade dos produtos e o cumprimento das condições propostas para a entrega.
Outra dica é planejar com antecedência as compras que serão realizadas, de acordo com Marcos Diegues, do Procon-SP.
Ao ter problemas para fazer contato com uma empresa, o consumidor deve ser cuidadoso. "Uma coisa é ter dificuldades para entrar em contato com a empresa, outra é não ter contato porque a empresa encerrou suas atividades. A segunda beira o golpe", diz Diegues. Nesse caso, é preciso procurar o Procon ou a polícia.
http://www1.folha.uol.com.br/tec/867441-saiba-como-evitar-problemas-com-compras-pela-internet.shtml
Veja também:
Reclamações de lojas virtuais cresceram 320%, diz site
domingo, 30 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Plano de previdência privada versus faça você mesmo
Palavra do gestor :
Plano de previdência privada versus faça você mesmo
Mauro Calil 27/01/2011
É muito fácil vender previdência privada no Brasil. Há uma série de decisões públicas que favorece o vendedor. Durante os cursos e palestras, constato claramente essa facilidade. Sempre que o tema surge, faço duas observações bem simples:
1) Quem deseja pagar menos IR, por favor, levante a mão. E todos levantam as mãos
2) Quem tem certeza de que terá uma aposentadoria digna contando apenas com o sistema público, por favor, levante a mão. E ninguém a levanta.
É justamente na voracidade fiscal e na lacuna governamental que atuam os fundos de previdência privada. A vontade de matar dois coelhos com uma cajadada é tão forte que o preço pago pelo cajado acaba sendo menosprezado.
Para ter o benefício fiscal, o plano de previdência precisa ser o chamado PGBL, no qual o IR é calculado sobre todo o patrimônio e não somente sobre o rendimento. O PGBL permite abater 12% da renda anual tributável no cálculo do IR. Ou seja, uma pessoa que recebe R$ 100 mil por ano deverá pagar 27,5% de IR (retidos na fonte). Caso tenha um PGBL, poderá investir 12% da renda total recebida no ano (neste caso, R$ 12 mil) no fundo e, deste valor, poderá restituir R$ 3.300,00 do IR retido (27,5% dos 12 mil).
No primeiro momento, economizar R$ 3.300,00 pode parecer um bom negócio. No entanto, para avaliar mais precisamente, é preciso considerar o cenário em um prazo mais longo. Vamos considera o prazo de 10 anos, com os R$ 12 mil investidos em um plano de previdência que renda 12% ao ano. É preciso considerar as taxas também. No nosso exemplo, a taxa de carregamento será de 2,5%, a taxa de administração de 2,5% (que calculo no início do período). Com o regime regressivo de IR, no resgate a alíquota será de 10%.
Eis as contas: investimento (R$ 12 mil), taxa de carregamento (R$ -300,00), investimento efetivo (R$ 11.700,00), taxa de administração dos 10 anos (R$ -4.486,57). Temos, então, o valor bruto já descontada a taxa de administração (R$ 25.188,03). O IR, após 10 anos, será de R$ -2.518,80 (portanto, o IR de fato economizado foi de R$ 781,20). Com isso, o valor líquido final será de R$ 22.669,23.
Se, em vez de investir na previdência privada, o investidor optar por aplicar o mesmo valor (R$ 12 mil) em um fundo de renda fixa com a mesma taxa de administração (2,5%) e mesmo rendimento bruto (12%), o IR seria de 15% somente sobre o rendimento. Obviamente, a inflação para um único período é a mesma.
Assim, teríamos o seguinte cenário: investimento (R$ 12 mil) taxa dos 10 anos (R$ - 4.601,62), valor bruto já descontada a taxa (R$ 25,833,88) e IR no fim de 10 anos (R$ - 2.075,08). O valor líquido final seria de R$ 23.758,80.
Ao fim de 10 anos, o benefício fiscal de 5 pontos percentuais, bem como o IR compensado, seria minimizado. Outro ponto que merece destaque é que o fundo de renda fixa poderia gerar uma renda vitalícia de R$ 237,58. Muitos planos de previdência não oferecerem renda vitalícia. Ou não permitem passar o patrimônio para os herdeiros.
Mas como melhorar a rentabilidade do investimento? Uma forma é economizar a taxa de administração do fundo administrando diretamente a previdência por meio da aplicação direta em títulos do tesouro (Tesouro Direto) e em ações de empresas pagadoras de dividendos (setor elétrico, por exemplo), mantendo a rentabilidade de 12% ao ano (80% em TD e 20% setor elétrico pode gerar essa rentabilidade).
Sem a taxa de administração, teríamos: investimento (R$ 12 mil), taxa dos 10 anos (zero), valor bruto (R$ 33.276,95), IR ao final de 10 anos (R$ - 4.99,42). Com os custos de R$ 1.320 (1% de corretagem na compra dos títulos e R$ 10,00 ao mês de custódia). Com isso, o valor líquido final de R$ 26.965,40
Ou seja, ao final de 10 anos, são capitalizados R$ 4.296,17 a mais que o plano de previdência comprado. E esse é o custo de oportunidade do investidor. Ao contratar um plano, haverá a conveniência, mas deixará de ganhar R$ 4.296,17 e uma renda vitalícia de 269,65 ao mês. Tudo isso a partir de R$ 12 mil. Se fossem R$ 120 mil, bastaria multiplicar todos os números por 10, tendo, ao final, R$ 2.696,50 ao mês de renda com apenas 10 anos de aplicação. Para R$ 60 mil, é só multiplicar por cinco. E assim por diante.
Lembro também que para turbinar a aposentadoria é importante economizar nas taxas de administração e carregamento, fazer aportes mensais regulares (o ideal é 10% da renda líquida). E quanto mais tempo melhor. Porém, 10 anos é um prazo já bastante razoável para começar a pensar no assunto.
Mauro Calil é professor, educador financeiro e fundador do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil&Calil
E-mail mauro@calilecalil.com.br
Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações.
Plano de previdência privada versus faça você mesmo
Mauro Calil 27/01/2011
É muito fácil vender previdência privada no Brasil. Há uma série de decisões públicas que favorece o vendedor. Durante os cursos e palestras, constato claramente essa facilidade. Sempre que o tema surge, faço duas observações bem simples:
1) Quem deseja pagar menos IR, por favor, levante a mão. E todos levantam as mãos
2) Quem tem certeza de que terá uma aposentadoria digna contando apenas com o sistema público, por favor, levante a mão. E ninguém a levanta.
É justamente na voracidade fiscal e na lacuna governamental que atuam os fundos de previdência privada. A vontade de matar dois coelhos com uma cajadada é tão forte que o preço pago pelo cajado acaba sendo menosprezado.
Para ter o benefício fiscal, o plano de previdência precisa ser o chamado PGBL, no qual o IR é calculado sobre todo o patrimônio e não somente sobre o rendimento. O PGBL permite abater 12% da renda anual tributável no cálculo do IR. Ou seja, uma pessoa que recebe R$ 100 mil por ano deverá pagar 27,5% de IR (retidos na fonte). Caso tenha um PGBL, poderá investir 12% da renda total recebida no ano (neste caso, R$ 12 mil) no fundo e, deste valor, poderá restituir R$ 3.300,00 do IR retido (27,5% dos 12 mil).
No primeiro momento, economizar R$ 3.300,00 pode parecer um bom negócio. No entanto, para avaliar mais precisamente, é preciso considerar o cenário em um prazo mais longo. Vamos considera o prazo de 10 anos, com os R$ 12 mil investidos em um plano de previdência que renda 12% ao ano. É preciso considerar as taxas também. No nosso exemplo, a taxa de carregamento será de 2,5%, a taxa de administração de 2,5% (que calculo no início do período). Com o regime regressivo de IR, no resgate a alíquota será de 10%.
Eis as contas: investimento (R$ 12 mil), taxa de carregamento (R$ -300,00), investimento efetivo (R$ 11.700,00), taxa de administração dos 10 anos (R$ -4.486,57). Temos, então, o valor bruto já descontada a taxa de administração (R$ 25.188,03). O IR, após 10 anos, será de R$ -2.518,80 (portanto, o IR de fato economizado foi de R$ 781,20). Com isso, o valor líquido final será de R$ 22.669,23.
Se, em vez de investir na previdência privada, o investidor optar por aplicar o mesmo valor (R$ 12 mil) em um fundo de renda fixa com a mesma taxa de administração (2,5%) e mesmo rendimento bruto (12%), o IR seria de 15% somente sobre o rendimento. Obviamente, a inflação para um único período é a mesma.
Assim, teríamos o seguinte cenário: investimento (R$ 12 mil) taxa dos 10 anos (R$ - 4.601,62), valor bruto já descontada a taxa (R$ 25,833,88) e IR no fim de 10 anos (R$ - 2.075,08). O valor líquido final seria de R$ 23.758,80.
Ao fim de 10 anos, o benefício fiscal de 5 pontos percentuais, bem como o IR compensado, seria minimizado. Outro ponto que merece destaque é que o fundo de renda fixa poderia gerar uma renda vitalícia de R$ 237,58. Muitos planos de previdência não oferecerem renda vitalícia. Ou não permitem passar o patrimônio para os herdeiros.
Mas como melhorar a rentabilidade do investimento? Uma forma é economizar a taxa de administração do fundo administrando diretamente a previdência por meio da aplicação direta em títulos do tesouro (Tesouro Direto) e em ações de empresas pagadoras de dividendos (setor elétrico, por exemplo), mantendo a rentabilidade de 12% ao ano (80% em TD e 20% setor elétrico pode gerar essa rentabilidade).
Sem a taxa de administração, teríamos: investimento (R$ 12 mil), taxa dos 10 anos (zero), valor bruto (R$ 33.276,95), IR ao final de 10 anos (R$ - 4.99,42). Com os custos de R$ 1.320 (1% de corretagem na compra dos títulos e R$ 10,00 ao mês de custódia). Com isso, o valor líquido final de R$ 26.965,40
Ou seja, ao final de 10 anos, são capitalizados R$ 4.296,17 a mais que o plano de previdência comprado. E esse é o custo de oportunidade do investidor. Ao contratar um plano, haverá a conveniência, mas deixará de ganhar R$ 4.296,17 e uma renda vitalícia de 269,65 ao mês. Tudo isso a partir de R$ 12 mil. Se fossem R$ 120 mil, bastaria multiplicar todos os números por 10, tendo, ao final, R$ 2.696,50 ao mês de renda com apenas 10 anos de aplicação. Para R$ 60 mil, é só multiplicar por cinco. E assim por diante.
Lembro também que para turbinar a aposentadoria é importante economizar nas taxas de administração e carregamento, fazer aportes mensais regulares (o ideal é 10% da renda líquida). E quanto mais tempo melhor. Porém, 10 anos é um prazo já bastante razoável para começar a pensar no assunto.
Mauro Calil é professor, educador financeiro e fundador do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil&Calil
E-mail mauro@calilecalil.com.br
Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações.
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Aumenta a desigualdade
Em reportagem publicada no portal Folha.com, Clovis Rossi, relata parte da discussão havida em Davos nesta quarta, dia 26/jan e, alguns dados, chamam a atenção:
- até a crise de 1929, 1% dos norte-americanos ficavam com 48% da riqueza, porcentagem que caiu para 28% em 1968, mas voltou aos 48% na crise do período 2008/09 (Zhu Min, ex-vice-presidente do BC e atual conselheiro especial do FMI);
- a recuperação da economia mundial devolveu a produção global ao nível de 2008, o que significa que foram dois anos de crescimento zero (Zhu Min);
- Os salários perderam para os lucros dez pontos percentuais de sua participação na renda nacional, nos últimos dez anos (John Evans, secretário-geral do Comitê Assessor para os Sindicatos da OCDE).
A recuperação se dá em duas velocidades, como sintetizou Il Sakong, representante do presidente da Coreia para a cúpula do G20, realizada em novembro na capital coreana: "Os mercados emergentes estão superaquecidos, e, no mundo desenvolvido, a recuperação é incerta".
A economia, no dizer de Noriel Roubini, professor da Universidade de Nova York, está como copo meio cheio, meio vazio em que a parte vazia simboliza o anêmico crescimento na Europa e nos EUA. Roubini complementa que isto ocorre porque ainda não foi corrigido o excesso de endividamento.
Dessa forma, não é seguro dizer que o mundo caminha para recuperação plena ou que a desigualdade será combatida; aliás, isso vai demorar bem mais do que gostaríamos.
Clique aqui e leia a reportagem na íntegra.
| Zhu Min, Conselheiro Especial do FMI |
- a recuperação da economia mundial devolveu a produção global ao nível de 2008, o que significa que foram dois anos de crescimento zero (Zhu Min);
- Os salários perderam para os lucros dez pontos percentuais de sua participação na renda nacional, nos últimos dez anos (John Evans, secretário-geral do Comitê Assessor para os Sindicatos da OCDE).
A recuperação se dá em duas velocidades, como sintetizou Il Sakong, representante do presidente da Coreia para a cúpula do G20, realizada em novembro na capital coreana: "Os mercados emergentes estão superaquecidos, e, no mundo desenvolvido, a recuperação é incerta".
A economia, no dizer de Noriel Roubini, professor da Universidade de Nova York, está como copo meio cheio, meio vazio em que a parte vazia simboliza o anêmico crescimento na Europa e nos EUA. Roubini complementa que isto ocorre porque ainda não foi corrigido o excesso de endividamento.
Dessa forma, não é seguro dizer que o mundo caminha para recuperação plena ou que a desigualdade será combatida; aliás, isso vai demorar bem mais do que gostaríamos.
Clique aqui e leia a reportagem na íntegra.
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Cientistas acompanham urso em jornada de 9 dias no mar em busca de gelo
DA BBC Brasil 26/01/2011 - 08h18
Um urso-polar nadou continuamente por nove dias em busca de gelo, cobrindo uma distância de 687 quilômetros, segundo zoólogos americanos.
Os pesquisadores, que estudavam os ursos-polares no entorno do mar de Beaufort, no norte do Alasca, afirmam que o feito pode ser um resultado do degelo provocado pelas mudanças climáticas.
Os ursos-polares são conhecidos por nadar entre a terra e icebergs para caçar focas. Mas os pesquisadores dizem que o crescente degelo nos polos está levando os animais a nadar distâncias cada vez maiores, arriscando a sua saúde e a de futuras gerações.
Foto: Wiki Commons Degelo aumenta distância: ursos-polares nadam cada vez mais |
"Esse urso específico nadou continuamente por 232 horas e 687 quilômetros em águas com temperaturas entre dois e seis graus Celsius", conta o zoólogo George M.Durner, um dos autores da pesquisa.
"Estamos impressionados com o fato de que um animal que passa a maior parte de seu tempo na superfície do mar congelado pudesse nadar constantemente por tanto tempo em águas tão frias. É realmente um feito incrível", diz.
VIAGEM COM GPS
Apesar de ursos-polares já terem sido observados em mar aberto no passado, esta é a primeira vez que a viagem completa foi seguida.
Com a ajuda de um colar com GPS colocado na fêmea de urso, os pesquisadores foram capazes de acompanhar com precisão seus movimentos ao longo de dois meses, conforme o animal buscava locais para caça.
Os cientistas também puderam determinar quando o urso estava na água pelos dados do colar e por um registrador de temperaturas instalado debaixo da pele do animal.
O estudo mostra que a viagem épica teve um alto custo para o urso. "Este animal perdeu 22% de sua gordura corporal e seu filhote de um ano", relata Durner.
"Foi simplesmente mais custoso energeticamente para o filhote do que para o urso adulto nadar toda essa distância", afirma.
ESPÉCIE AMEAÇADA
Durner afirmou à BBC que as condições no mar de Beaufort têm ficado cada vez mais difíceis para os ursos-polares.
"Nas décadas passadas, até 1995, o gelo marítimo de baixa concentração se mantinha durante os verões na plataforma continental do mar de Beaufort. Isso significa que as distâncias, e os custos para os ursos, de nadar entre icebergs isolados ou entre o mar congelado e a terra eram relativamente pequenos", diz.
"O derretimento mais longo no verão que parece ser típico agora no mar de Beaufort provavelmente aumentou o custo desse deslocamento para os ursos-polares", afirma.
Os ursos-polares vivem no Círculo Polar Ártico e se alimentam de focas, com alta concentração de calorias, para sobreviver às condições climáticas locais.
Os ursos caçam suas presas sobre o mar congelado, um habitat que muda de acordo com a temperatura.
"Essa dependência do gelo no mar potencialmente torna os ursos-polares um dos mamíferos grandes mais vulneráveis às mudanças climáticas", afirmou Durner.
A União Internacional para Proteção da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) lista os ursos-polares como espécie ameaçada, citando as mudanças climáticas globais como uma "ameaça considerável" ao seu habitat.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Fotógrafo captura de perto luta de ursos por sobrevivência
Fotógrafo Sergey Gorshkov passou 6 anos ao lado de ursos-marrons, que habitam a península de Kamchatka, na Rússia
ou aqui para ler no site do fotógrafo Sergey Gorshkov.
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Não se pode renegar a história
A geração que pegou em armas sobe a rampa
Ana Paula Grabois | De Belo Horizonte 24/01/2011
http://www.valoronline.com.br/impresso/especial/101/372643/a-geracao-que-pegou-em-armas-sobe-a-rampa
Ana Paula Grabois | De Belo Horizonte 24/01/2011
Ousar lutar, ousar vencer. O lema da Vanguarda Armada Revolucionária (VAR-Palmares) era discretamente mencionado por alguns convidados na posse da presidente Dilma Rousseff. A citação vinha de 14 ex-integrantes da organização de esquerda que aderiu à luta armada na ditadura e que teve Dilma como uma de suas lideranças. Os 14, a maioria de Minas Gerais, foram convidados especialmente pela presidente para a cerimônia de posse no Palácio do Planalto e para o coquetel no Itamaraty, junto com as colegas de cela do presídio Tiradentes, onde Dilma ficou presa por quase três anos, em São Paulo, no início dos anos 70, depois de ser torturada.
"Quando nos encontramos, choramos. Uma emoção foi ver a Dilma, nossa companheira, tomando posse. Outra foi o nosso encontro, a nossa história estava muito misturada naquela posse. Fui reconhecendo os antigos companheiros. Nós tínhamos chegado lá. A Dilma não existiria como presidente sem o [ex-presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva] e o Lula não seria presidente sem essa luta que também foi parte da história da Dilma", diz a colega de VAR-Palmares Linda Goulart, assessora desde 2004 do ministro da Educação, Fernando Haddad.
"Dilma reafirma seu compromisso com a sua história, isso eu achei muito forte no discurso do dia 1º. Ela não nega, pelo contrário. Está em outra etapa da vida e nós todos estamos", avalia Linda, uma das poucas militantes da VAR-Palmares que não foram presas, nem torturadas. A organização, entre outras ações, executou o famoso roubo ao cofre do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros, em uma mansão no bairro de Santa Teresa, no Rio, em 1969.
Linda conheceu a presidente em 1965 em Belo Horizonte. Dilma já ingressava na Política Operária (Polop), onde era obrigatório passar pelo curso de marxismo. Da época, lembra da presidente como uma pessoa "brilhante", que ganhava uma discussão pela argumentação, como no congresso do Comando de Libertação Nacional (Colina), em 1968, quando Dilma tinha 20 anos e já tinha o respeito de lideranças mais experientes.
O cineasta mineiro Helvécio Ratton militou na luta armada com a presidente. Do encontro na posse, diz que foi tudo muito rápido, em uma sala reservada para a família de Dilma no prédio do Itamaraty. Lá, encontraram a mãe da presidente, Dilma Jane, e a tia, Arilda.
Dias antes, Ratton ouviu do ex-presidente Lula que a vitória de Dilma era a chegada ao poder de uma pessoa de esquerda daquela geração. "Quando ele falou isso, pensei que a Dilma encarna não só esse grupo, mas toda uma geração que teve essa ousadia de lutar naquele momento", diz. Ratton conheceu Dilma na Faculdade de Economia da UFMG, em Belo Horizonte. Logo depois, estavam juntos da militância política.
Preso no movimento estudantil, foi condenado no mesmo processo que condenou praticamente toda a organização. Clandestino, exilou-se no Chile, onde passou a trabalhar profissionalmente com cinema. Voltou ao Brasil antes da anistia e foi preso. Depois, retomou a vida.
No dia da vitória de Dilma, mandou um e-mail à amiga com o título "Ousar vencer". "Ela estava vencendo a Presidência, não tomando o poder daquela forma que a esquerda armada pensava, mas chegava como um representante daquela geração", avalia Ratton, para quem Lula não tinha "visão de esquerda". "O Lula é um sindicalista que lutava por melhoria de salário". Conta que Lula brincava muito com Dilma e com o atual ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, dizendo não ter vivido "essas coisas aí". "Vocês é que são doidos, eu não", dizia Lula, segundo o relato de Ratton.
O grupo que estava na posse era formado por pessoas com trajetória semelhante à de Dilma na militância. Começaram na Polop, seguiram para o Colina e, depois, para a VAR-Palmares, uma fusão do Colina com a VPR, a organização armada mais militarizada na época, integrada por militares que se opunham à a ditadura, como Carlos Lamarca.
Alguns integrantes da VAR se veem esporadicamente. Há casos, poucos, de gente que não se via há 40 anos e se reencontrou na posse. "Parece que você retoma o papo de antes, não sei se é pelo mesmo clima de identificação, talvez por termos vivido coisas muito fortes, que marcaram. Um preso, outro torturado, outro exilado, mas todo mundo sabia um do outro", diz Ratton. Ao cumprimentar a presidente no Itamaraty, Jorge Durão, o carioca no grupo dos mineiros, falou baixinho no ouvido de Dilma "ousar lutar, ousar vencer". "Ela repetiu o lema, meu nome completo e falou assim: o que você tem que não tinha da última vez que eu vi? Respondi: cabelos brancos. E foi só isso", conta.
Durão, hoje diretor da ONG Fase, no Rio, vê o convite de Dilma aos antigos companheiros como a maneira de afirmar uma continuidade de sua trajetória política. "Ela quis mostrar que lutando contra a ditadura numa organização que aderiu à luta armada, ou fazendo parte de um governo democrático, de composição, alguns valores e objetivos são os mesmos, como a luta contra a desigualdade", diz Durão.
Um dos momentos mais emocionantes para os ex-guerrilheiros foi quando os militares bateram continência para a presidente. "Sou contido, mas tinha momentos na posse em que era impossível não se emocionar. Fiquei muito emocionado quando a Dilma chegou ao Planalto e tinha duas fileiras de soldados ou oficiais da Aeronáutica prestando continência", relata Durão, preso e torturado na ditadura.
A cena foi marcante para todos os ex-gerrilheiros presentes, muitos deles torturados e que tiveram amigos mortos no regime militar. "Quando a gente viu a Dilma passando em revista da tropa, eles todos batendo continência para ela, alguém comentou: e pensar que ela já passou pelo corredor polonês", conta Linda Goulart.
"Imaginei o significado daquilo para ela e também para os militares, porque um mês antes a turma que se formou na Agulhas Negras [academia de formação do Exército] escolheu Garrastazu Médici como patrono. De repente, uma de nós está lá e eles têm que fazer continência e ver a carruagem da história passar com a Dilma", afirma Lenira Machado, companheira de cela de Dilma, convidada com outras 16 ex-presas do Tiradentes.
Socióloga aposentada, Lenira vive hoje em São Paulo. Para a posse, ela e mais um grupo de seis ex-presas que passaram pela mesma cela do Tiradentes se hospedaram na casa de uma amiga, em Brasília. "Era o nosso aparelho", brinca.
Lenira conviveu com Dilma durante quase dois anos na "Torre das Donzelas", como era chamado o presídio feminino que misturava presas políticas e presas comuns. Da época, lembra que fazia companhia à dupla formada por Dilma e pela colega Cida Costa na cozinha da prisão. "Eu não trabalhava na cozinha porque estava muito mal fisicamente depois das torturas. Ficava com elas implicando porque as duas cozinhavam muito mal."
A rotina na prisão incluía trabalhos manuais, leitura, música e TV. Dilma ficou presa por quase três anos, entre 1970 e 1972. "Chegar no Tiradentes era se livrar do cheiro da dor da tortura", diz Lenira. Todas as companheiras da cela, no térreo da torre do presídio, eram de organizações políticas e já haviam passado por torturas. Algumas delas, como Dilma, iam e voltavam ao presídio por diversas vezes. "Tinha a grande vantagem de saber que você não ia ser torturada, era um alívio. E tinha as companheiras nos recebendo", lembra.
Dos amigos de militância política da presidente ouvidos pelo Valor, incluindo dois que pediram para não ser identificados, todos a veem como alguém racional, que planeja e é rígida com seus princípios. Nas relações pessoais, é dona de um bom humor que pouco aparece em sua vida pública e gosta de dar apelidos às pessoas mais próximas.
A maioria aposta que a ex-colega de luta armada pode fazer um governo melhor que o de Lula, diante de sua inflexibilidade em relação a princípios éticos. "A Dilma é uma pessoa extremamente ética, quem sabe pode melhorar a política brasileira", diz Ratton. "No geral, as pessoas dessa geração com essa trajetória não estão envolvidas em escândalos. É outro estofo e a Dilma é desse estofo. Tenho a maior admiração pelo Lula, mas tem chance de ser um governo melhor do ponto de vista do que ela pode fazer", afirma Linda.
Jorge Durão é otimista com o compromisso de erradicar a pobreza, tratado como prioridade pela nova presidente. Vê, no entanto, problemas na economia, seja pelo câmbio valorizado ou pelo risco de desindustrialização de alguns setores. "A Dilma não herdou a mesma conjuntura internacional do Lula", diz.
http://www.valoronline.com.br/impresso/especial/101/372643/a-geracao-que-pegou-em-armas-sobe-a-rampa
sábado, 22 de janeiro de 2011
Cães e gatos desabrigados na região serrana do Rio encontram novo lar
LUIZA SOUTO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO 22/01/2011 - 16h14
Da lama para um novo lar. Animais perdidos em meio ao caos que se tornou a região serrana do Rio, provocado pela chuva que caiu há mais de uma semana, estão sendo adotados por toda parte da cidade.
Neste sábado, uma campanha de adoção aconteceu, na loja Bicho Bacana em Copacabana (zona sul). Em apenas duas horas, foi possível encontrar um dono para cada um dos 60 filhotes --entre cães e gatos-- disponíveis no local. Havia fila na porta.
"Gosto muito de cachorro. Já tenho um maltês de 4 anos e resolvi levar esse", contou a dentista Tônia Machado, 28, à Folha. Ela disse que o filhote de vira-lata parecia bem assustado, mas que iria receber muito amor em sua casa, onde mora com o marido e os pais.
"Vou esperar todo mundo vê-lo para decidirmos juntos como o chamaremos".
O organizador do projeto Petshop Legal Doa Animal, Marco Antônio, o Totó, se emocionou ao ver todos os animais indo embora.
"É gratificante ver os filhotes encontrando um novo lar. Tivemos uma ninhada de seis vira-latas que foi encontrada comendo cadáveres três dias após a tragédia. Fiquei muito feliz quando foram adotados", contou.
A campanha começou às 9h e, às 11h, já não havia mais nada. "Eu desci hoje com os filhotes e, quando cheguei já tinha gente esperando", contou Dina Puccini, da ONG Patas e Patas, que faz resgate de animais. "Dina explicou que há hoje cerca de 400 animais cadastrados dentro de um galpão, no bairro de Meudon, em Teresópolis. Eles estão recebendo os cuidados necessários até o dono ou um interessado aparecer.
"Mas se o dono aparecer mesmo após a adoção, o animal tem que ser devolvido", disse Dina.
A campanha continua neste domingo, no Parcão da Lagoa, a partir das 10h, também na zona sul carioca. Somente um filhote pode ser adotado por pessoa.
Quem quiser levar um cachorro ou gato para casa basta apresentar identidade, CPF e comprovante de residência. No local, o interessado faz uma ficha de cadastro e tira foto com o filhote.
"Depois de 30 dias eu ligo para saber se o dono vacinou o animal. Passados mais 30 dias eu ligo para oferecer castração gratuita", explica Totó.
O local, segundo Totó, foi criado há 10 anos para que os cachorros pudessem brincar livremente. A área tem 2 mil m2.
Mais informações pelo telefone (021) 9969 3356.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/864601-caes-e-gatos-desabrigados-na-regiao-serrana-do-rio-encontram-novo-lar.shtml
Despedida do Trema!
Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema.
Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüiféros, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes! O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio...
A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela.
Os dois pontos disse que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I.
Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas? A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros,é o K, o W "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter,que aliás, deveria se chamar TÜITER.Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências!
Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades.
E não vão agüentar. Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.
Adeus,
Trema.
Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüiféros, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes! O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio...
A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela.
Os dois pontos disse que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I.
Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas? A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros,é o K, o W "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter,que aliás, deveria se chamar TÜITER.Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências!
Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades.
E não vão agüentar. Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.
Adeus,
Trema.
Uma nova geração com muito mais avós do que netos
Renato Bernhoeft 21/01/2011
Uma geração fruto do aumento dos índices de longevidade, que vive mais tempo e com melhor qualidade de vida, exige muitas reflexões, ações e reinvenções ao longo da existência.
Mais ainda quando também se constata uma forte redução nos índices de natalidade. Ou seja, estamos a cada dia observando o aumento do número de filhos únicos, que têm ao seu redor quatro avós- isso quando são produto de apenas uma relação - além de muitos tios, padrinhos e outras figuras marcantes.
Este fenômeno também tem sido chamado de geração 4-2-1. Portanto, estamos diante de um quadro em que devemos rever paradigmas, atribuições e responsabilidades.
Temos que pensar não apenas na perspectiva profissional e das carreiras corporativas. Existem novas exigências que todo esse processo de mudança, tanto universal como local, provoca em nossas vidas.
Para aqueles que agora estão ultrapassando a meia-idade, e já começam a perceber um certo esgotamento do modelo que estruturaram, tanto para a vida profissional como pessoal, essas questões podem gerar uma certa angústia, ou até ansiedade. Pois, além do processo biológico, é muito natural que os dilemas, as perplexidades e os questionamentos se acentuem. Inclusive sobre o quanto valeu a pena o estilo de vida que construíram ao longo das etapas anteriores de sua existência. Com o agravante de que boa parte das pessoas nem ao menos pensou, ou teve algum preparo para essa nova fase da vida.
A longevidade está criando uma série de oportunidades para a maioria dos seres humanos. Mas essa visão nem sempre é acompanhada com otimismo e por ações concretas pelas gerações que estão amadurecendo. A tendência é de que sejam destacados com maior ênfase os problemas, as dificuldades e as limitações, ao invés da busca por uma maneira de se reinventar.
Evidentemente, esse não é um processo simples para pessoas que foram educadas com base em um modelo de vida linear onde o desfrute fazia parte dos planos futuros. Uma geração que não tinha clareza do momento em que o presente e o futuro poderiam se fundir.
Por outro lado, quando analisamos o quadro atual na perspectiva de um elevado número de filhos únicos, é possível antever uma dificuldade dessa nova geração na hora de realizar suas escolhas de forma genuína. Isso porque precisam administrar um forte, e "carinhoso" conjunto de expectativas, influências e até facilidades que a nova estrutura familiar oferece.
Está comprovado, por uma série de estudos e pesquisas, que filhos excessivamente preocupados em atender as expectativas dos seus familiares - especialmente avós e pais- tendem a se tornar figuras frustradas e insatisfeitas. Isso porque não tiveram a oportunidade de lidar com seus dilemas e escolhas de forma independente e, muitas vezes, foram induzidos às carreiras ou aos estilos de vida de seus antepassados. Lembrando sempre que também os modelos familiares estão se transformando, como produto de uma maior presença das mulheres no mundo corporativo. Até porque elas também se tornaram provedoras na estrutura financeira familiar.
Em modelos familiares, onde o número de filhos é menor, estas pressões- ou até o excesso de carinho, amor, cuidados e expectativas- podem representar maior risco para uma legítima realização dos seus descendentes.
Finalmente, a única recomendação possível é a de que este assunto passe a fazer parte das agendas dos parceiros, casais, descasados e famílias de uma forma geral. Incluindo os filhos é claro.
Renato Bernhoeft é fundador e presidente do conselho de sócios da höft consultoria societária
http://www.valoronline.com.br/impresso/eu-carreira/108/371619/uma-nova-geracao-com-muito-mais-avos-do-que-netos
Uma geração fruto do aumento dos índices de longevidade, que vive mais tempo e com melhor qualidade de vida, exige muitas reflexões, ações e reinvenções ao longo da existência.
Mais ainda quando também se constata uma forte redução nos índices de natalidade. Ou seja, estamos a cada dia observando o aumento do número de filhos únicos, que têm ao seu redor quatro avós- isso quando são produto de apenas uma relação - além de muitos tios, padrinhos e outras figuras marcantes.
Este fenômeno também tem sido chamado de geração 4-2-1. Portanto, estamos diante de um quadro em que devemos rever paradigmas, atribuições e responsabilidades.
Temos que pensar não apenas na perspectiva profissional e das carreiras corporativas. Existem novas exigências que todo esse processo de mudança, tanto universal como local, provoca em nossas vidas.
Para aqueles que agora estão ultrapassando a meia-idade, e já começam a perceber um certo esgotamento do modelo que estruturaram, tanto para a vida profissional como pessoal, essas questões podem gerar uma certa angústia, ou até ansiedade. Pois, além do processo biológico, é muito natural que os dilemas, as perplexidades e os questionamentos se acentuem. Inclusive sobre o quanto valeu a pena o estilo de vida que construíram ao longo das etapas anteriores de sua existência. Com o agravante de que boa parte das pessoas nem ao menos pensou, ou teve algum preparo para essa nova fase da vida.
A longevidade está criando uma série de oportunidades para a maioria dos seres humanos. Mas essa visão nem sempre é acompanhada com otimismo e por ações concretas pelas gerações que estão amadurecendo. A tendência é de que sejam destacados com maior ênfase os problemas, as dificuldades e as limitações, ao invés da busca por uma maneira de se reinventar.
Evidentemente, esse não é um processo simples para pessoas que foram educadas com base em um modelo de vida linear onde o desfrute fazia parte dos planos futuros. Uma geração que não tinha clareza do momento em que o presente e o futuro poderiam se fundir.
Por outro lado, quando analisamos o quadro atual na perspectiva de um elevado número de filhos únicos, é possível antever uma dificuldade dessa nova geração na hora de realizar suas escolhas de forma genuína. Isso porque precisam administrar um forte, e "carinhoso" conjunto de expectativas, influências e até facilidades que a nova estrutura familiar oferece.
Está comprovado, por uma série de estudos e pesquisas, que filhos excessivamente preocupados em atender as expectativas dos seus familiares - especialmente avós e pais- tendem a se tornar figuras frustradas e insatisfeitas. Isso porque não tiveram a oportunidade de lidar com seus dilemas e escolhas de forma independente e, muitas vezes, foram induzidos às carreiras ou aos estilos de vida de seus antepassados. Lembrando sempre que também os modelos familiares estão se transformando, como produto de uma maior presença das mulheres no mundo corporativo. Até porque elas também se tornaram provedoras na estrutura financeira familiar.
Em modelos familiares, onde o número de filhos é menor, estas pressões- ou até o excesso de carinho, amor, cuidados e expectativas- podem representar maior risco para uma legítima realização dos seus descendentes.
Finalmente, a única recomendação possível é a de que este assunto passe a fazer parte das agendas dos parceiros, casais, descasados e famílias de uma forma geral. Incluindo os filhos é claro.
Renato Bernhoeft é fundador e presidente do conselho de sócios da höft consultoria societária
http://www.valoronline.com.br/impresso/eu-carreira/108/371619/uma-nova-geracao-com-muito-mais-avos-do-que-netos
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Confusão!
Positiva confusão! Sim, a reportagem abaixo explica que 'Caramelo', o cão que ficou famoso não é o verdadeiro, pois o animal da foto "deitado sobre uma cova chama-se Joe e pertence ao auxiliar de serviços gerais Rodolfo Silva de Oliveira Júnior".
Com esse episódio, a sociedade passou a se interessar pelo drama dos animais.
Cão que ficou famoso por guardar cova em cemitério no RJ não é de vítima da chuva
DO RIO 19/01/2011 - 20h28
O cachorro fotografado no cemitério de Teresópolis e que comoveu o país nesta semana por sua suposta fidelidade à dona, que teria sido morta na tragédia da região serrana do Rio, não viveu qualquer drama por causa das chuvas.
O animal que aparece deitado sobre uma cova chama-se Joe e pertence ao auxiliar de serviços gerais Rodolfo Silva de Oliveira Júnior.
Júnior mora ao lado do cemitério e, desde a tragédia que atingiu a região na semana passada, tem trabalhado como voluntário na abertura de covas. O cachorro, que ele adotou há um ano --após ser abandonado na área do cemitério-- fica atrás dele o tempo inteiro.
Segundo Júnior, um amigo dele viu a foto publicada na internet e reconheceu o cachorro, identificado erroneamente como Caramelo pela imprensa. Ele diz não ter ideia de como a confusão começou, mas brinca que o cachorro está tendo seus seis dias de fama.
O verdadeiro Caramelo não deitou sobre a cova de seus donos, mas passou pelo sofrimento de perder sua casa e seus donos. Ele vivia no bairro Caleme, um dos mais atingidos pelas chuvas em Teresópolis, e foi batizado assim pela equipe de voluntários que o resgatou.
Sua casa foi soterrada, e seus quatro donos morreram. Quando os bombeiros chegaram, encontraram o cachorro tentando cavar a terra que havia deslizado. Caramelo acabou indicando o paradeiro dos corpos aos homens do resgate.
Sozinho, foi levado para o abrigo da cidade onde são mantidos centenas de animais resgatados nas ruas. Devido à semelhança com Joe, voluntários do abrigo informaram que Caramelo era o cachorro que havia aparecido na foto, no cemitério.
O cachorro que perdeu seus donos acabou sendo adotado pela advogada Márcia Xerez, e foi levado para a Barra da Tijuca (zona oeste do Rio). A nova dona afirmou não saber ao certo se Caramelo era mesmo o cachorro da foto. Posteriormente, a veterinária Teresa Dantas, que cuida do abrigo, esclareceu que Caramelo e Joe eram animais diferentes.
Na foto de Vanderlei Nunes/AFP, Joe, que pertence a Rodolfo Silva de Oliveira Júnior e foi confundido com o vira-latas Caramelo.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/863168-cao-que-ficou-famoso-por-guardar-cova-em-cemiterio-no-rj-nao-e-de-vitima-da-chuva.shtml
Com esse episódio, a sociedade passou a se interessar pelo drama dos animais.
Cão que ficou famoso por guardar cova em cemitério no RJ não é de vítima da chuva
DO RIO 19/01/2011 - 20h28
O cachorro fotografado no cemitério de Teresópolis e que comoveu o país nesta semana por sua suposta fidelidade à dona, que teria sido morta na tragédia da região serrana do Rio, não viveu qualquer drama por causa das chuvas.
O animal que aparece deitado sobre uma cova chama-se Joe e pertence ao auxiliar de serviços gerais Rodolfo Silva de Oliveira Júnior.
Júnior mora ao lado do cemitério e, desde a tragédia que atingiu a região na semana passada, tem trabalhado como voluntário na abertura de covas. O cachorro, que ele adotou há um ano --após ser abandonado na área do cemitério-- fica atrás dele o tempo inteiro.
Segundo Júnior, um amigo dele viu a foto publicada na internet e reconheceu o cachorro, identificado erroneamente como Caramelo pela imprensa. Ele diz não ter ideia de como a confusão começou, mas brinca que o cachorro está tendo seus seis dias de fama.
O verdadeiro Caramelo não deitou sobre a cova de seus donos, mas passou pelo sofrimento de perder sua casa e seus donos. Ele vivia no bairro Caleme, um dos mais atingidos pelas chuvas em Teresópolis, e foi batizado assim pela equipe de voluntários que o resgatou.
Sua casa foi soterrada, e seus quatro donos morreram. Quando os bombeiros chegaram, encontraram o cachorro tentando cavar a terra que havia deslizado. Caramelo acabou indicando o paradeiro dos corpos aos homens do resgate.
Sozinho, foi levado para o abrigo da cidade onde são mantidos centenas de animais resgatados nas ruas. Devido à semelhança com Joe, voluntários do abrigo informaram que Caramelo era o cachorro que havia aparecido na foto, no cemitério.
O cachorro que perdeu seus donos acabou sendo adotado pela advogada Márcia Xerez, e foi levado para a Barra da Tijuca (zona oeste do Rio). A nova dona afirmou não saber ao certo se Caramelo era mesmo o cachorro da foto. Posteriormente, a veterinária Teresa Dantas, que cuida do abrigo, esclareceu que Caramelo e Joe eram animais diferentes.
Na foto de Vanderlei Nunes/AFP, Joe, que pertence a Rodolfo Silva de Oliveira Júnior e foi confundido com o vira-latas Caramelo.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/863168-cao-que-ficou-famoso-por-guardar-cova-em-cemiterio-no-rj-nao-e-de-vitima-da-chuva.shtml
Animais sobreviventes à tragédia da região serrana também precisam de cuidados
Reportagem de Carolina Farias, publicada no portal R7, da Rede Record, chama a atenção para a necessidade de socorro e cuidado com os animais que sobrevivem à tragédia.
Perder seu dono e o local onde vivia é uma experiência traumática, especialmente para os animais que viviam isolados.
Na foto abaixo, de Gabriela Pacheco, "Cães recolhidos pelo ônibus da Alerj e levados para abrigo em Petrópolis, atingida pelas chuvas".
17/01/2011 às 16h40
O cuidado com os sobreviventes da tragédia na região serrana do Rio de Janeiro também deve ser estendido aos animais que perderam seus donos e casas. Não é difícil encontrar vagando pelas ruas de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis cães em busca de seus lares e do carinho de seus donos, que nem sempre vão encontrar. Organizações de proteção aos animais também fazem campanha para ajudar os bichos.
De acordo com o zootecnista Alexandre Rossi, também conhecido como Dr. Pet, os cachorros que foram criados em um ambiente onde tinham contato com poucas pessoas ou que viviam sozinhos com seus donos são os que mais sofrem e que precisam de mais atenção.
- Quanto mais o cão foi sociabilizado, menos apego ele tem. Mas aqueles que viviam em lugar restrito ou nunca tiveram contato com outras pessoas, esse vão ter muita dificuldade até encontrar novamente a situação em que se sinta seguro. Podem ficar mal até por anos.
Para esses cachorros, diz Rossi, o ideal é, ao menos nos primeiros dias da perda, tentar dar ao animal o mais próximo ao conforto que ele tinha com o dono. Nos primeiros dias após perder seu dono, os animais podem ficar doentes, não ter vontade de comer, o que é perigoso pois pode levar à morte do bicho.
- Por enquanto, tem de se garantir que esses bichos que se alimentam, após passar esse período. Depois que se sentir melhor poderá ser exigido mais dele.
O Dr. Pet também alerta sobre o cuidado que se deve ter com o cão que fica à procura do lugar onde estava sua casa. Alguns cães, ele explica, são muito bons em guardar na memória as características o local onde vive. Outros têm capacidade de voltar a um lugar onde esteve somente pelo faro. Mas os cães que não têm essas capacidades ficam perdidos e correm risco de sofrer acidentes.
- Nesses casos a pessoa [que o acolheu] pode amarrá-lo em um corda e deixar que ele tente voltar para a sua casa ou para o lugar em que sentiu algum cheiro.
Mas, assim como os humanos, após situações de estresse extremo, como ocorreu na região serrana, os cães também podem desenvolver ansiedade, compulsões, entre outros sintomas, dependendo do temperamento do cachorro.
- Há cães que têm dificuldades em lidar com essas situações e podem ter um comportamento parecido com o nosso.
Como ajudar
A Coordenadoria do Bem Animal de Nova Friburgo, em parceria com a ONG (organização não governamental) Instituto Univida de Proteção Animal, está disponibilizando uma conta e contatos para doações que serão revertidas para alimentação e todos os cuidados que forem necessários para o atendimento dos animais desabrigados .
A conta do instituto é no banco Itaú, agência 6542 número 06841-3.
A Organização Mundial de Proteção Animal (sigla em inglês WSPA) também enviou profissionais para a região serrana para ajudar os bichinhos que também sofrem com a tragédia. Além disso a organização também capta recursos para ajudar.
Todos os recursos serão empregados na prestação de socorro e prevenção de doenças dos animais.
Quem quiser doar alimento (ração para cães e gatos) e medicamentos veterinários, pode ver abaixo os endereços para entrega na própria região atingida. A WSPA também fez contato com alguns parceiros para apoio à campanha e conseguiu doações de um lote de vacinas para prevenção da raiva e leptospirose, que serão encaminhadas para uma clínica veterinária parceira na região de Itaipava. Uma fabricante de ração também conseguiu a doação de uma tonelada de ração para cães e gatos.
A WSPA coordena essa ação em apoio aos animais, junto às seguintes ONGs afiliadas: a Defensores dos Animais (Rio de Janeiro), o Gapa (Itaipava) e a AnimaVida (Petrópolis), a Combina (Nova Friburgo) e SOS Animal (Teresópolis), que estão se mobilizando regionalmente.
A conta da organização está com o nome Defensores dos Animais e com CNPJ 04.363.242/0001-09, no banco Bradesco na agência 0279-8 número 172813-0.
Veja os endereços onde fazer doações:
Clínica Bicharada - estrada União Indústria, 10661, Itaipava/ Petrópolis (RJ) – CEP 25750-225
ONG Combina (Companhia dos Bichos e da Natureza) - rua José Eugênio Muller, 36, Centro – CEP: 28610-010 – Nova Friburgo
Armazém do Gemmal - estrada União e Indústria, 10.733, Itaipava – CEP 25750-225
Telefone 0/xx/24/ 2222-0298.
SOS 4 Patas - Centro de Proteção de Defesa dos Animais de Resende - avenida Projetada, número 578, Toyota 2 – Resende - CEP 27511-970 telefone 0/xx/24/ 3360-8070
SOS Animal - rua Silvio Romero, 40 – Golf (em frente ao Hotel Alpina) – Teresópolis
com Rosane Forli telefone 0/xx/21/87870872 ou 3641-0872
Defensores dos Animais - rua Doutor Manoel Cotrim, número 61, Riachuelo (RJ), CEP 20961-040 telefone 0/xx/21/2582-6646
Postos de esterilização no Rio da SEPDA (Secretaria de Promoção e Defesa Animal) receberão doações:
Bonsucesso - avenida Brasil, esquina com a rua Teixeira Ribeiro (passarela 9).
Centro - Campo de Santana - Praça da República, s/nº.
Coelho Neto - praça Virgínia Cidade (próximo à estação Coelho Neto do Metrô).
Guaratiba- fazenda Modelo - estrada do Mato Alto, 5620 (ao lado do Posto de Saúde Maia Bittencourt)
Jacarepaguá - praça Seca (em frente ao banco HSBC)
Largo do Machado- em frente à cabine da Polícia Militar, próximo à estação do Metrô
Realengo - praça Padre Miguel (paralela à avenida Santa Cruz, em frente à igreja Nossa Senhora da Conceição)
Vicente de Carvalho - largo de Vicente de Carvalho - avenida Pastor Martin Luther King Júnior (próximo ao Metrô).
As doações também poderão ser feitas no Centro de Controle de Zoonoses no largo do Bodegão, 150 em Santa Cruz
http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/animais-sobreviventes-da-tragedia-da-regiao-serrana-tambem-precisam-de-cuidados-20110117.html
Perder seu dono e o local onde vivia é uma experiência traumática, especialmente para os animais que viviam isolados.
Na foto abaixo, de Gabriela Pacheco, "Cães recolhidos pelo ônibus da Alerj e levados para abrigo em Petrópolis, atingida pelas chuvas".
17/01/2011 às 16h40
O cuidado com os sobreviventes da tragédia na região serrana do Rio de Janeiro também deve ser estendido aos animais que perderam seus donos e casas. Não é difícil encontrar vagando pelas ruas de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis cães em busca de seus lares e do carinho de seus donos, que nem sempre vão encontrar. Organizações de proteção aos animais também fazem campanha para ajudar os bichos.
De acordo com o zootecnista Alexandre Rossi, também conhecido como Dr. Pet, os cachorros que foram criados em um ambiente onde tinham contato com poucas pessoas ou que viviam sozinhos com seus donos são os que mais sofrem e que precisam de mais atenção.
- Quanto mais o cão foi sociabilizado, menos apego ele tem. Mas aqueles que viviam em lugar restrito ou nunca tiveram contato com outras pessoas, esse vão ter muita dificuldade até encontrar novamente a situação em que se sinta seguro. Podem ficar mal até por anos.
Para esses cachorros, diz Rossi, o ideal é, ao menos nos primeiros dias da perda, tentar dar ao animal o mais próximo ao conforto que ele tinha com o dono. Nos primeiros dias após perder seu dono, os animais podem ficar doentes, não ter vontade de comer, o que é perigoso pois pode levar à morte do bicho.
- Por enquanto, tem de se garantir que esses bichos que se alimentam, após passar esse período. Depois que se sentir melhor poderá ser exigido mais dele.
O Dr. Pet também alerta sobre o cuidado que se deve ter com o cão que fica à procura do lugar onde estava sua casa. Alguns cães, ele explica, são muito bons em guardar na memória as características o local onde vive. Outros têm capacidade de voltar a um lugar onde esteve somente pelo faro. Mas os cães que não têm essas capacidades ficam perdidos e correm risco de sofrer acidentes.
- Nesses casos a pessoa [que o acolheu] pode amarrá-lo em um corda e deixar que ele tente voltar para a sua casa ou para o lugar em que sentiu algum cheiro.
Mas, assim como os humanos, após situações de estresse extremo, como ocorreu na região serrana, os cães também podem desenvolver ansiedade, compulsões, entre outros sintomas, dependendo do temperamento do cachorro.
- Há cães que têm dificuldades em lidar com essas situações e podem ter um comportamento parecido com o nosso.
Como ajudar
A Coordenadoria do Bem Animal de Nova Friburgo, em parceria com a ONG (organização não governamental) Instituto Univida de Proteção Animal, está disponibilizando uma conta e contatos para doações que serão revertidas para alimentação e todos os cuidados que forem necessários para o atendimento dos animais desabrigados .
A conta do instituto é no banco Itaú, agência 6542 número 06841-3.
A Organização Mundial de Proteção Animal (sigla em inglês WSPA) também enviou profissionais para a região serrana para ajudar os bichinhos que também sofrem com a tragédia. Além disso a organização também capta recursos para ajudar.
Todos os recursos serão empregados na prestação de socorro e prevenção de doenças dos animais.
Quem quiser doar alimento (ração para cães e gatos) e medicamentos veterinários, pode ver abaixo os endereços para entrega na própria região atingida. A WSPA também fez contato com alguns parceiros para apoio à campanha e conseguiu doações de um lote de vacinas para prevenção da raiva e leptospirose, que serão encaminhadas para uma clínica veterinária parceira na região de Itaipava. Uma fabricante de ração também conseguiu a doação de uma tonelada de ração para cães e gatos.
A WSPA coordena essa ação em apoio aos animais, junto às seguintes ONGs afiliadas: a Defensores dos Animais (Rio de Janeiro), o Gapa (Itaipava) e a AnimaVida (Petrópolis), a Combina (Nova Friburgo) e SOS Animal (Teresópolis), que estão se mobilizando regionalmente.
A conta da organização está com o nome Defensores dos Animais e com CNPJ 04.363.242/0001-09, no banco Bradesco na agência 0279-8 número 172813-0.
Veja os endereços onde fazer doações:
Clínica Bicharada - estrada União Indústria, 10661, Itaipava/ Petrópolis (RJ) – CEP 25750-225
ONG Combina (Companhia dos Bichos e da Natureza) - rua José Eugênio Muller, 36, Centro – CEP: 28610-010 – Nova Friburgo
Armazém do Gemmal - estrada União e Indústria, 10.733, Itaipava – CEP 25750-225
Telefone 0/xx/24/ 2222-0298.
SOS 4 Patas - Centro de Proteção de Defesa dos Animais de Resende - avenida Projetada, número 578, Toyota 2 – Resende - CEP 27511-970 telefone 0/xx/24/ 3360-8070
SOS Animal - rua Silvio Romero, 40 – Golf (em frente ao Hotel Alpina) – Teresópolis
com Rosane Forli telefone 0/xx/21/87870872 ou 3641-0872
Defensores dos Animais - rua Doutor Manoel Cotrim, número 61, Riachuelo (RJ), CEP 20961-040 telefone 0/xx/21/2582-6646
Postos de esterilização no Rio da SEPDA (Secretaria de Promoção e Defesa Animal) receberão doações:
Bonsucesso - avenida Brasil, esquina com a rua Teixeira Ribeiro (passarela 9).
Centro - Campo de Santana - Praça da República, s/nº.
Coelho Neto - praça Virgínia Cidade (próximo à estação Coelho Neto do Metrô).
Guaratiba- fazenda Modelo - estrada do Mato Alto, 5620 (ao lado do Posto de Saúde Maia Bittencourt)
Jacarepaguá - praça Seca (em frente ao banco HSBC)
Largo do Machado- em frente à cabine da Polícia Militar, próximo à estação do Metrô
Realengo - praça Padre Miguel (paralela à avenida Santa Cruz, em frente à igreja Nossa Senhora da Conceição)
Vicente de Carvalho - largo de Vicente de Carvalho - avenida Pastor Martin Luther King Júnior (próximo ao Metrô).
As doações também poderão ser feitas no Centro de Controle de Zoonoses no largo do Bodegão, 150 em Santa Cruz
http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/animais-sobreviventes-da-tragedia-da-regiao-serrana-tambem-precisam-de-cuidados-20110117.html
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Adeus. . .
. . . Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema.
Trema.
Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüiféros, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes! O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio...
A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela.
Os dois pontos disse que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso mepassar por aspas? A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros,é o K, o W "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter,que aliás, deveria se chamar TÜITER.Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades.
E não vão agüentar. Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.
Adeus,
Adeus,
Trema.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Bancos suíços devolverão dinheiro sujo
MARIO CESAR CARVALHO ENVIADO ESPECIAL À SUÍÇA 17/01/2011 - 08h12
A Suíça quer sepultar de vez a imagem de que seus bancos lavam mais branco.
Uma lei inédita no mundo entra em vigor no dia 1º de fevereiro com o objetivo de ajudar os países pobres a receber de volta dinheiro desviado por políticos corruptos que foram depositados em bancos suíços.
O primeiro país beneficiado pela nova legislação é o Haiti. O país receberá US$ 5,7 milhões que pertencem ao ex-ditador Jean-Claude Duvalier e estão nos bancos suíços desde 1986. "Baby Doc", como era conhecido, viveu 25 anos exilado em Paris e ofereceu doar o dinheiro bloqueado na Suíça assim que o terremoto que completou um ano devastou aquele país.
As autoridades suíças recusaram a oferta. Alegam que o dinheiro não pertence à família Duvalier, mas sim à população do Haiti, de quem os recursos foram desviados.
A Suíça quer limpar seus bancos de dinheiro sujo por uma estratégia de sobrevivência --a Comunidade Europeia não aceita mais a antiga liberalidade dos bancos suíços nem a clientela quer saber de dinheiro de corrupto ou de traficante no mesmo banco em que ela tem conta.
Os bancos suíços têm hoje depósitos que somam cerca de US$ 3 trilhões (o dobro da riqueza produzida no Brasil em um ano) e recebem um terço das fortunas que são depositadas fora do país de quem a detém.
Devolver dinheiro de ditadores corruptos não é uma novidade na Suíça.
Desde 1986, quando Ferdinando Marcos deixou o poder nas Filipinas após uma ditadura de 21 anos, o país tenta se livrar da pecha de porto seguro para dinheiro sujo de políticos. No caso de Marcos, um processo que durou 17 anos terminou com a devolução de US$ 684 milhões às Filipinas em 2003.
As Filipinas puxaram lista de países que hoje inclui Nigéria, Angola, Peru e Cazaquistão.
A Nigéria é o número um da lista em volume de dinheiro: recebeu US$ 700 milhões de volta da Suíça, dos cerca de US$ 4 bilhões que foram saqueados pelo general Sani Abacha, considerado um cleptomaníaco mesmo entre ditadores africanos. Abacha retirava valores do Banco Central da Nigéria em carros-fortes, enchia um avião e enviava-o à Suíça.
O total de recursos desviados que voltou ao país de origem já alcança US$ 1,7 bilhão --a Suíça é o país que mais devolveu dinheiro, segundo o Banco Mundial.
O Haiti será o primeiro beneficiado por uma razão humanitária: o país não tem um Ministério da Justiça operante nem condições de contratar um escritório na Suíça para acompanhar o processo.
A nova lei visa esse tipo de país --os "falidos", termo que o Banco Mundial aplica a 17 nações pobres. A lei será usada também para os casos em que o dono do dinheiro sujo na Suíça tem força política em seu país para que a remessa não seja investigada.
Uma figura jurídica relativamente nova foi usada para facilitar a volta do dinheiro. É a chamada inversão do ônus da prova. Quem tem de provar que o dinheiro tem origem legal é o político investigado, e não a Suíça.
Na figura
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/861564-bancos-suicos-devolverao-dinheiro-sujo.shtml
A Suíça quer sepultar de vez a imagem de que seus bancos lavam mais branco.
Uma lei inédita no mundo entra em vigor no dia 1º de fevereiro com o objetivo de ajudar os países pobres a receber de volta dinheiro desviado por políticos corruptos que foram depositados em bancos suíços.
O primeiro país beneficiado pela nova legislação é o Haiti. O país receberá US$ 5,7 milhões que pertencem ao ex-ditador Jean-Claude Duvalier e estão nos bancos suíços desde 1986. "Baby Doc", como era conhecido, viveu 25 anos exilado em Paris e ofereceu doar o dinheiro bloqueado na Suíça assim que o terremoto que completou um ano devastou aquele país.
As autoridades suíças recusaram a oferta. Alegam que o dinheiro não pertence à família Duvalier, mas sim à população do Haiti, de quem os recursos foram desviados.
A Suíça quer limpar seus bancos de dinheiro sujo por uma estratégia de sobrevivência --a Comunidade Europeia não aceita mais a antiga liberalidade dos bancos suíços nem a clientela quer saber de dinheiro de corrupto ou de traficante no mesmo banco em que ela tem conta.
Os bancos suíços têm hoje depósitos que somam cerca de US$ 3 trilhões (o dobro da riqueza produzida no Brasil em um ano) e recebem um terço das fortunas que são depositadas fora do país de quem a detém.
Devolver dinheiro de ditadores corruptos não é uma novidade na Suíça.
Desde 1986, quando Ferdinando Marcos deixou o poder nas Filipinas após uma ditadura de 21 anos, o país tenta se livrar da pecha de porto seguro para dinheiro sujo de políticos. No caso de Marcos, um processo que durou 17 anos terminou com a devolução de US$ 684 milhões às Filipinas em 2003.
As Filipinas puxaram lista de países que hoje inclui Nigéria, Angola, Peru e Cazaquistão.
A Nigéria é o número um da lista em volume de dinheiro: recebeu US$ 700 milhões de volta da Suíça, dos cerca de US$ 4 bilhões que foram saqueados pelo general Sani Abacha, considerado um cleptomaníaco mesmo entre ditadores africanos. Abacha retirava valores do Banco Central da Nigéria em carros-fortes, enchia um avião e enviava-o à Suíça.
O total de recursos desviados que voltou ao país de origem já alcança US$ 1,7 bilhão --a Suíça é o país que mais devolveu dinheiro, segundo o Banco Mundial.
O Haiti será o primeiro beneficiado por uma razão humanitária: o país não tem um Ministério da Justiça operante nem condições de contratar um escritório na Suíça para acompanhar o processo.
A nova lei visa esse tipo de país --os "falidos", termo que o Banco Mundial aplica a 17 nações pobres. A lei será usada também para os casos em que o dono do dinheiro sujo na Suíça tem força política em seu país para que a remessa não seja investigada.
Uma figura jurídica relativamente nova foi usada para facilitar a volta do dinheiro. É a chamada inversão do ônus da prova. Quem tem de provar que o dinheiro tem origem legal é o político investigado, e não a Suíça.
Na figura
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/861564-bancos-suicos-devolverao-dinheiro-sujo.shtml
Amor
Cão ajuda a resgatar corpos de seus donos em Teresópolis (RJ)
DO RIO 17/01/2011 - 08h17
O vira-lata Caramelo ajudou a resgatar os corpos de seus donos, soterrados durante a chuva da semana passada, e não arredou pé da sepultura deles.
Ele vivia com sua dona, Cristina Maria Cesário Santana, e outras três pessoas numa casa do bairro Caleme, um dos mais devastados em Teresópolis. A casa foi soterrada e a família morreu. O cão escapou, mas ficou cavando até localizá-los.
Foto: Vanderlei Nunes/AFP
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/861565-cao-ajuda-a-resgatar-corpos-de-seus-donos-em-teresopolis-rj.shtml
domingo, 16 de janeiro de 2011
Pai alimentava filho com saliva
Pai alimentava filho com saliva durante o tempo que ficou soterrado no RJ, diz hospital
DIANA BRITO ENVIADA ESPECIAL A NOVA FRIBURGO 6/01/2011 - 14h49
A diretora-administrativa da maternidade de Nova Friburgo (RJ), Maria José de Jesus Reis, 53, disse que Nicolas Barreto, o bebê de seis meses que ficou mais de 14 horas soterrado, se manteve saudável e hidratado porque sugava a saliva do pai, Wellington da Silva Guimarães, 25. Os dois foram resgatados com vida pelos bombeiros na noite de quarta-feira (11).
"O pai contou que sobrou um espaço para ele ficar em pé com o bebê embaixo dos escombros. E disse ainda que ficou dando saliva com a língua para o filho sugar", afirmou à Folha a diretora.
De acordo com os médicos da maternidade, a criança ficou comportada o tempo inteiro e mesmo sem fralda, apenas com uma blusinha azul, sequer se sujou.
"O Nicolas só tinha uma pequena escoriação no rosto. Chegou rindo e se alimentando na maternidade. Sempre concentrado no que o pai estava fazendo, ele comeu frutinha e dormiu muito bem. A gente fica emocionada o tempo inteiro só de contar", disse a diretora.
Os dois foram liberados pelos médicos no dia seguinte da tragédia. Já a mulher de Wellington, Renata Gomes Costa, 28, e a mãe dela não resistiram aos ferimentos e morreram no local.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/861364-pai-alimentava-filho-com-saliva-durante-o-tempo-que-ficou-soterrado-no-rj-diz-hospital.shtml
Bebê de seis meses é resgatado com vida em Nova Friburgo (RJ)
DIANA BRITO ENVIADA A NOVA FRIBURGO 12/01/2011 - 20h59 Atualizado às 21h09.
Um bebê de seis meses foi resgatado com vida às 20h30 desta quarta-feira dos escombros de um imóvel soterrado por um deslizamento em Nova Friburgo, região serrana do Rio.
Nicolas Barreto ficou mais de 12 horas soterrado. Ele estava protegido pelo pai, Wellington da Silva Guimarães, 25, que permaneceu todo o tempo abraçado ao filho. Guimarães também foi resgatado com vida pelos bombeiros.
Eles ficaram protegidos pela laje da casa, que criou uma espécie de câmara, impedindo que eles fossem soterrados.
A operação de resgate começou por volta das 17h30. A mãe e a avó do bebê também foram soterradas, mas os bombeiros ainda não conseguiram localizá-las, nem ter indícios que elas possam estar vivas.
As fortes chuvas que atingem desde terça-feira (11) a região serrana do Rio já mataram 245 pessoas. São 97 mortos em Nova Friburgo, 130 em Teresópolis e 18 em Petrópolis, segundo dados das prefeituras.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/859739-bebe-de-seis-meses-e-resgatado-com-vida-em-nova-friburgo-rj.shtml
Leia também no The Guardian http://www.guardian.co.uk/world/2011/jan/14/brazil-landslides-miracle-baby-nicolas-barreto:
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Crônica
Essa crônica foi publicada pela Vejinha RJ. . .
Aposentados
Manoel Carlos 07/01/2011
Diante de uma taça de vinho, o assunto que prevaleceu foi o da aposentadoria. Afinal, eu e meus amigos mais próximos somos candidatos naturais a esse evento que só atinge os teimosos sobreviventes desta grande aventura de viver.
— Tudo bem, me aposento, penduro as chuteiras, mas jogar dominó... ah, isso nunca!
Com essa veemência, brindamos com Francisco a chegada dos seus 70 anos no nosso cenário
preferido: o Café Severino da Livraria Argumento.
Chicão, como é conhecido, não está caindo pelas tabelas, mas enxerga mal, vacila ao andar, sofre de artrite etc. etc. Esses et ceteras se traduzem por bronquite, excesso de peso e glicose acima da média. E, por conta disso, a família insiste para que ele pare de ir ao escritório de advocacia que mantém com os dois filhos também advogados. São eles que tocam o trabalho, mas Chicão vai lá diariamente, dá palpites e ocupa um espaço que os filhos estão querendo para acomodar mais dois colegas, novos sócios da empresa. Por isso, pedem tanto ao pai que se aposente, que vá pescar, caminhar no calçadão, jogar conversa fora com os amigos, visitar as irmãs no Recife ou simplesmente fique em casa, de papo pro ar.
— Querem me ver de chinelo e pijama, grudado à televisão, babando diante das bailarinas do Faustão, implicando com a empregada e resmungando pela casa, que assim morro logo de tédio. Sabe o que eu sinto? Desconfiança. O que será que estão tramando contra mim?
E acrescentou com um suspiro:
— É uma conspiração.
Meu amigo é injusto na sua indignação no que toca aos filhos, mas entendo sua resistência à aposentadoria, que para muitos homens significa uma meia morte, um lento desaparecer, um apagar progressivo. E, se considerarmos a sua viuvez — Madalena se foi há pouco mais de dois anos —, então fica ainda mais fácil compreender e aceitar sua rabugice, que se transforma quase sempre em lamento:
— Já perdi quase todos os meus amigos. Acordo no meio da noite e fico pensando: quando serei eu? Quem será entre nós, entre os poucos que restamos, o próximo a partir?
— Vira essa boca pra lá — cortou o Inácio, batendo três vezes na madeira.
— Só querem que você aproveite a vida — arriscou o Raul.
— Aproveitar com quem? Se a Madalena ainda estivesse aqui, ao meu lado, isso ainda seria possível, mas sozinho...?
— Quem sabe não encontra uma nova parceira e se casa? — sugeriu o Inácio, procurando desanuviar a conversa.
— E faz uma nova viagem de lua de mel? — completou o Marquito, tentando fazer graça.
— Agora quem bate na madeira sou eu!
E Chicão deu as batidinhas.
— Mas logo você vai ser avô outra vez — insisti, sabendo que a filha caçula do meu amigo, a Clarinha, ia lhe dar mais um neto.
— E daí?
— Daí que um neto, quando chega, sempre ilumina a vida da gente — enfatizei.
— Já me vejo mais uma vez na pracinha, empurrando o balanço e, mais uma vez, vagando, como uma alma penada pelas ruelas congestionadas da Disney, perseguindo o Mickey e a Minnie.
E nesse clima doce-amargo transcorreu o nosso primeiro encontro do novo ano.
***
Já pagávamos a conta e nos levantávamos para sair do café, quando Edu, um dos filhos do nosso amigo, apareceu à procura do pai.
— Eu sabia que ia encontrar você aqui.
— Estávamos brindando à minha aposentadoria — ironizou Chicão.
Edu atacou sem rodeios:
— Inaugure, numa boa, um novo estilo de vida, pai. Enjoy, como aconselham os americanos.
E já emendando:
— Estou indo para o escritório, mas vamos reunir a família logo mais para jantarmos todos juntos.
E estendendo um pequeno embrulho:
— Vá combinando um torneio aí com a sua turma.
E ficou olhando, esperando que o pai abrisse, diante dos nossos olhos, uma caixinha com as 28 peças brancas de um lindo dominó de marfim.
Todos nós estouramos numa boa e sonora risada. E nos sentimos, ao lado de Chicão, um grupo de aposentados, mas com a disposição de uma turma de formandos do curso ginasial.
O torneio de dominó não nos assusta. O que não admitimos é trocar a taça de vinho pela xícara de chá.
http://vejabrasil.abril.com.br/rio-de-janeiro/editorial/m2249/aposentados
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Um boa idéia
GOVERNO BRASILEIRO PRETENDE REPATRIAR CIENTISTAS
Fábio Amato, de São José dos Campos - 10/jan/2011 - 14h55
fonte: www2007.igc.gulbenkian.pt
O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse nesta segunda-feira que pretende desenvolver mecanismos para que o país mantenha diálogo permanente e mesmo repatrie cientistas brasileiros que atuam em instituições no exterior.
"Temos que criar uma rede dessa inteligência brasileira no exterior, uma rede em que eles [cientistas] se relacionem com o Brasil para participar de projetos no país e abrir uma porta para aqueles que quiserem voltar", disse o ministro durante visita ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em São José dos Campos (SP).
De acordo com Mercadante, apenas em universidades dos EUA atuam cerca de 3.000 professores brasileiros.
O ministro também afirmou que o governo pretende aproveitar a crise econômica que afeta alguns países desenvolvidos para atrair ao Brasil técnicos e cientistas que enxerguem aqui oportunidade de crescimento.
"Tem muitos países desenvolvidos em ciência e tecnologia que estão em crise econômica severa e há um grande interesse no Brasil hoje porque o país está se posicionando muito bem em termos de perspectiva de futuro."
Ele disse que será montado um comitê de busca desses profissionais e que serão estudadas políticas de incentivo para que venham atuar no Brasil. Segundo ele, a prioridade vai ser a repatriação de cientistas brasileiros.
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/857478-governo-brasileiro-quer-repatriar-cientistas-que-atuam-no-exterior.shtml
Fábio Amato, de São José dos Campos - 10/jan/2011 - 14h55
fonte: www2007.igc.gulbenkian.pt
O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse nesta segunda-feira que pretende desenvolver mecanismos para que o país mantenha diálogo permanente e mesmo repatrie cientistas brasileiros que atuam em instituições no exterior.
"Temos que criar uma rede dessa inteligência brasileira no exterior, uma rede em que eles [cientistas] se relacionem com o Brasil para participar de projetos no país e abrir uma porta para aqueles que quiserem voltar", disse o ministro durante visita ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em São José dos Campos (SP).
De acordo com Mercadante, apenas em universidades dos EUA atuam cerca de 3.000 professores brasileiros.
O ministro também afirmou que o governo pretende aproveitar a crise econômica que afeta alguns países desenvolvidos para atrair ao Brasil técnicos e cientistas que enxerguem aqui oportunidade de crescimento.
"Tem muitos países desenvolvidos em ciência e tecnologia que estão em crise econômica severa e há um grande interesse no Brasil hoje porque o país está se posicionando muito bem em termos de perspectiva de futuro."
Ele disse que será montado um comitê de busca desses profissionais e que serão estudadas políticas de incentivo para que venham atuar no Brasil. Segundo ele, a prioridade vai ser a repatriação de cientistas brasileiros.
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/857478-governo-brasileiro-quer-repatriar-cientistas-que-atuam-no-exterior.shtml
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