terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Algo estranho

Naquela quinta-feira, um sentimento estranho me acompanhou durante parte do dia e, ao chegar em casa, essa sensação foi incomodando cada vez mais.

Interessante que não havia percebido nada de diferente, ou seja, apenas aquela sensação que incomodava e nada mais. De repente, um desejo de ligar, falar com a Aviomar (minha irmã) para saber do estado de saúde de meu pai.

As notícias não foram nada animadoras, ao contrário: o médico que acompanhava o Seu Natal disse que a situaçao estava insustentável e que, provavelmente, aquela seria a noite derradeira.

Já sabendo que a situação era difícil preparei-me para pior e viajei imediatamente para Presidente Prudente. Como eu já havia pesquisado, sabia que a GOL tinha um vôo à noite prá lá. Então corri para o aeroporto e parti para econtrar-me com meu Pai: queria vê-lo ainda vivo e, mais que isso, estar com ele no momento de sua partida.

Quando cheguei ao hospital eu estava sereno, mas sabendo o que me esperava naquela noite: saí de São Paulo com uma idéia e uma missão!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

AUSÊNCIA

Sumi! Há muito não venho aqui pelos mais diversos motivos: alguns sólidos, outros nem tanto e, outros ainda, sem qualquer relevância.

Acabo de reler o post de 28/set e percebo que não escrevi nada sobre o 5 de dezembro!

Aquela noite, ou melhor, madrugada é um marco em minha vida: meu PAI partiu, deixando uma saudade imensa, um vazio que não se preenche, aliás, parece que, a cada momento, tem um sentido, toma uma nova forma, mas sempre ausência, às vezes doída, outras, serena lembrança. . .

Muito aprendi naquela madrugada, vivenciei uma pungente cena: vi meu pai partir.

Sobre isso falo depois, preciso de meditar nesse mistério que, aliás, há algum tempo me fascina.

Meu pai se foi, mas parece-me presente, aqui e agora.

beijo meu pai.