segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Portabilidade de crédito permite mudar dívida de banco

A Folha.com publica reportagem sobre a portabilidade, instrumento que permite ao devedor trocar de Instituição Financeira quando qualquer condição do empréstimo ou do financiamento não esteja agradando. 


É importante notar que a portabilidade pode ser exercida em qualquer tipo de empréstimo e não apenas com o financiamento imobiliário.


"Se arrependeu das taxas e das condições contratadas com o banco? Talvez seja o caso de procurar uma outra instituição financeira, já que se trata de uma parceria de longuíssimo prazo.


A chamada portabilidade de crédito, que permite a um devedor levar seu débito para outro banco que oferecer melhores condições, existe desde 2006, mas ainda é incomum no financiamento imobiliário.


Verdadeiro terror dos bancos americanos e europeus, a portabilidade foi criada pelo Banco Central para estimular a concorrência também no Brasil.


Pela portabilidade, o devedor faz uma operação em que empresta dinheiro de um banco para terminar o relacionamento com outro.


A operação não tem custos tributários nem tarifa para transferência. Cobranças de multas também não são permitidas.


O principal entrave no financiamento imobiliário é a necessidade de o credor cobrir novamente os custos cartoriais, pois o imóvel dado em garantia ao primeiro banco terá que passar para a nova instituição.


Os bancos se mostram pouco dispostos a iniciar uma briga por clientes."


No link, a íntegra da reportagem.


http://www1.folha.uol.com.br/mercado/882040-portabilidade-de-credito-permite-mudar-divida-de-banco.shtml


São Paulo, 28/02/2011 - 09h12

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

USP faz campanha contra os casos de abandono de animais

Reportagem de Cristina Morena de Castro, São Paulo, 23/fev/2011, 09h15


Quem entra na USP, no Butantã, na zona oeste de São Paulo, vê a imagem do olho de um cão e o alerta: "Abandono de animais é crime. Estamos de olho."


Veja as fotos, clicando aqui.


Há dez anos, a universidade vem se empenhando para proteger os animais abandonados, desde que o programa USP Convive foi criado. Nesse período, a iniciativa conseguiu a adoção para cerca de 2.000 animais.
foto de Apu Gomes/Folhapress
Os outdoors "ameaçadores", instalados no ano passado, surtiram algum efeito: em vez de 30 cães abandonados no fim de ano, que é a época em que os casos mais ocorrem, foram cerca de dez.
Mas o campus não para de receber os despejos, que são feitos por pessoas que levam os animais escondidos no porta-malas dos carros."Já deixaram até coelhos, patos, galinhas, maritacas", afirma Elizabeth Rabóczkay, uma das voluntárias que trabalham no canil-destino dos cães abandonados.
À medida que os animais são entregues para adoção --cerca de dez por mês-- novos hóspedes recebem comida e são vacinados, castrados e vermifugados.
Eles costumam ser abandonados quando já estão velhos ou doentes, e muitos morrem atropelados ou vitimados por tiros, venenos, esfaqueamentos e água quente jogada por vândalos.
Quem se interessar em adotar um animal pode acessar o site "Patinhas Online" (www.patinhasonline.com.br), parceiro do programa, ou agendar uma visita ao canil por meio do telefone 0/xx/11/3091-4591.


http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/879744-usp-faz-campanha-contra-os-casos-de-abandono-de-animais.shtml

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Conflito nuclear provocaria inverno global e ondas de fome

Reportagem de Ricardo Mioto, publicado pela Folha.com, informa que dois cientista do Laboratório de Física Espacial e Atmosférica dos EUA simularam guerras nucleares entre a Índia e o Paquistão e no Oriente Médio, onde Israel supostamente tem armas nucleares e o Irã tem pretensão de tê-las.
Segundo a reportagem, além dos milhões que morreriam instantaneamente, o cenário pós-guerra seria de caos, pois as explosões levantariam uns 5 milhões de toneladas de fumaça preta e densa que se espalhariam pelo mundo todo.

Em cinco dias, o Egito já estaria "eclipsado" por ela, e a massa escura invadiria a Europa. Em nove dias, a fumaça cobriria o Brasil. De acordo com as simulações, a fumaça acabaria se acomodando em regiões elevadas da atmosfera, acima das nuvens de chuva. Ficaria lá por pelo menos uma década, até começar a desaparecer.
A temperatura média cairia 1,25°C. Pode parecer pouco, mas isso seria a menor temperatura nos últimos mil anos. Como o aquecimento global está mostrando, modificações de frações de grau podem ter grandes consequências, e esfriar é tão ruim quanto esquentar.
Com o planeta ficando mais frio, a evaporação da água diminuiria, e menos chuva e menos luz solar criariam problemas na agricultura e na economia --e fome.
O cenário seria desolador!
Leia na íntegra clicando no link: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/878143-miniguerra-nuclear-provocaria-inverno-global-e-ondas-de-fome.shtml

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Uma cruz de borracha

Um colega de trabalho chamou a minha atenção para o artigo de Paul Krugman, publicado pela Folha.com, no dia 31/01/2011.
O fato narrado pelo articulista é um escárnio, pois, à guisa de combater a inflação, os banqueiros querem continuar surfando na onda dos juros elevados.
Além dos prejuízos sociais que provoca, vemos o abandono de outras medidas que contribuem para o combate a inflação, mas estas não interessam aos banqueiros.
no link,  abaixo, leia a íntegra do artigo.

Uma cruz de borracha

Paul Krugman

No sábado, de acordo com o jornal "Financial Times", alguns dos mais poderosos executivos financeiros mundiais realizariam uma reunião fechada com ministros das finanças em Davos, o local em que se realiza o Fórum Econômico Mundial. A principal demanda dos executivos, sugeria o jornal, seria que os governos "parassem de criticar os executivos dos bancos". Aparentemente, socorrer os banqueiros depois que estes precipitaram a pior crise econômica desde a Grande Depressão não foi o bastante -- os políticos também precisam deixar de magoar seus sentimentos.

Mas os executivos financeiros também tinham uma demanda mais substantiva: queriam taxas de juros mais altas, a despeito da persistência de um desemprego elevado nos Estados Unidos e Europa, porque consideravam que os juros baixos estão alimentando a inflação. E o que me preocupa é a possibilidade de que as autoridades econômicas de fato aceitem seu conselho.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/paulkrugman/868319-uma-cruz-de-borracha.shtml

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Lula, Dilma e a velha mídia

Emir Sader 15/02/2011


O esporte preferido da mídia é fazer comparações da Dilma com o Lula. Sem coragem para reconhecer que se chocaram contra o país – que deu a Lula 87% de apoio e apenas 4%b de rejeição no final de um mandato que teve toda a velha mídia contra – essa mídia busca se recolocar, encontrar razões para não ser tão uniformemente opositora a tudo o que governo faz. O melhor atalho que encontraram é o de dizer que as coisas ruins, que criticavam, vinham do estilo do Lula, que Dilma deixaria de lado.


Juntam temas de política exterior, tratamento da imprensa, rigor nas finanças públicas, menos discurso e mais capacidade executiva, etc., etc. Como se fosse um outro governo, de outro bloco de forças, com linhas politica e econômica distinta. Quase como se a oposição tivesse ganho. Ao invés de reconhecer seus erros brutais, tratam de alegar que é a realidade que é outra.


Como se o modelo econômico e social – âmago do governo – fosse distinto. Como se a composição do governo fosse substancialmente outra, como partidos novos tivessem ingressado e outros saído do governo. Apelam para o refrão de que “o estllo é o homem” (ou a mulher), como se a crítica fundamental que faziam ao Lula fosse de estilo.


No essencial, a participação do Estado na economia está consolidada e, se diferença houver, é para estendê-la. Os ministérios econômicos e sociais são mais coerentes entre si, tendo sido trocados ministros de pastas importantes – como comunicação, saúde e desenvolvimento – para reafirmar a hegemonia do modelo de continuidade com o governo Lula.


A política externa de priorização das alianças regionais e dos processos de integração foi reiterada na primeira viagem da Dilma ao exterior, à Argentina, assim como no acento no fortalecimento dos processos latino-americanos, como a ênfase na aproximação com o novo governo colombiano e a contribuição ao novo processo de libertação de reféns comprova.


O acerto das contas publicas se faz na lógica do compromisso do governo da Dilma de estabelecimento de taxas de juros de 2% ao final do mandato, alinhadas com as taxas internacionais, golpeando frontalmente o eixo do principal problema econômica que temos: as taxas de juros reais mais altas do mundo, que atraem o capital especulativo. A negociação do salário mínimo se faz com o apoio do Lula. A intangibilidade dos investimentos do PAC já tinha sido reafirmada pelo Lula no final do ano passado.


Muda o estilo, ênfases, certamente. Mas nunca o Brasil teve um governo de tanta continuidade como este, desde que se realizam eleições minimamente democráticas. A velha mídia busca pretextos para falar mal de Lula, no elogio a Dilma, tentando além disso jogar um contra o outro. A mesma imprensa que não se cansou de dizer que ela era um poste, que não existiria sozinha na campanha sem o Lula, etc., etc., agora avança na direção oposta, buscando diferenças e antagonismos onde não existem.


Postado por Emir Sader às 05:47

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=664

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Povo, internet e poder

Já se disse que o poder do povo é uma onda, que surge como marola, cresce, adquire força e torna-se, ao menos pode se tornar, devastadora, muitas vezes de forma incontrolável.
O exemplo do Egito é emblemático, assim como o foi anos atrás a ocupação da Praça da Paz Celestial, em Pequim, com uma diferença básica: no caso da terra dos faraós, os militares e seus tanques e canhões ficaram ao lado do povo, se não de maneira explícita, concretamente ao não aniquilarem os manifestantes.
Comemorações no Egito: o ditador renunciou!


As origens e o desfecho da revolta egípcia são de ordem clássica, surgiram com o inconformismo contra a opressão e resultaram no banimento do ditador, gerando, ao menos por enquanto, um cenário de incertezas.
Mas as forças que fizeram com que a onda evoluísse, crescesse, irradiasse a partir da Praça Tahrir para as todo o país, estas sim são dignas de nota.
A rapidez com que o inconformismo se organizou e tornou efetiva sua ação nas ruas deve-se basicamente à internet e suas redes sociais. Nunca a idéia de que informação é poder se materializou de maneira tão contundente e expressiva como agora, deixando o Estado e todos os seus aparatos de controle dos canais convencionais de comunicação à mercê da vontade coletiva, que se mobilizou, organizou, resistiu e venceu, portando como arma um celular ou um computador e usando como munição SMS, Twitter, Facebook. Trata-se de um acontecimento histórico, um marco.
Pelos meios ditos normais, ou mais antigos, quanto tempo demoraria para que uma sociedade conservadora e atrelada ao aparelho estatal e ao religioso demoraria para se mobilizar desta maneira e conseguir de forma tão sensacional seus intentos?
Talvez nunca na historia da humanidade o cidadão comum tenha tido em suas mãos, por intermédio de um simples teclado, tanto poder quanto agora.
SMS, Twitter, Facebook são as ferramentas de um processo revolucionário cujo surgimento estamos tendo o privilégio de assistir.


Luiz Caversan, 55 anos, é jornalista, produtor cultural e consultor na área de comunicação corporativa.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizcaversan/874719-povo-internet-e-poder.shtml 12/02/2011 - 12h21

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Visão de mundo: estudantes x CEOs

Na hora de decidir, jovens preferem dados à intuição

Por Stela Campos | De São Paulo 09/02/2011

Eles aprenderam a estudar pesquisando na internet e não em livros de bibliotecas. Estão sempre conectados e valorizam a manutenção do networking internacional. Em suas agendas, questões como globalização e sustentabilidade são prioritárias. Na hora de tomar uma decisão, não seguem a intuição pois preferem agir baseados na análise de dados.

Esses são os líderes do futuro. Pelo menos é o que indica pesquisa realizada com mais de 3,6 mil estudantes de administração, de 40 países, incluindo o Brasil. Mais de 80% dos entrevistados estão na faixa entre 20 e 30 anos de idade.



O estudo inédito realizado pela IBM Global Business Services ouviu a opinião dos estudantes sobre questões usadas também em outra pesquisa da consultoria realizada com CEOs. O objetivo era comparar as percepções dos mais novos e dos presidentes sobre os mesmos temas (ver tabela). O levantamento com comandantes incluiu 1,5 mil presidentes, sendo 60 brasileiros. "Pudemos observar que a ordem de prioridades nas agendas é diferente entre os líderes atuais e os futuros. Enquanto os novos colocam a globalização em primeiro lugar, os mais experientes destacam os fatores de mercado", diz Alejandro Padron, diretor de consultoria para varejo e indústria da IBM.
Uma das diferenças interessantes apontada entre os estudos foi em relação aos processos de decisão. "Enquanto os jovens preferem utilizar sua capacidade analítica, os presidentes usam a intuição e tomam decisões com menos informações para poder agir mais rápido", diz Padron. A intimidade dos estudantes com os meios digitais explica essa maior preocupação com a apuração de informações. Os CEOs, por sua vez, têm mais experiência profissional e se sentem mais seguros para decidir com menos dados em mãos.

A nova geração também tem o network no seu DNA, pois está acostumada com o Facebook, o MSN e a ter amigos no mundo todo. "Para eles, é fácil entender intuitivamente que as economias, sociedades, governos e organizações são fruto da interconectividade", diz Padron. Mas, embora os estudantes estejam habituados a lidar com a complexidade, eles dividem com os CEOs a percepção de que o novo ambiente econômico, por ser mais complexo, é também mais desafiador.

Quase metade dos estudantes ressaltam no estudo os benefícios da globalização para os negócios, enquanto 31% dos CEOs concordam que as companhias deveriam se internacionalizar mais para otimizar seus objetivos estratégicos.

Em relação aos consumidores, os futuros líderes prometem ter uma relação diferente do que a praticada hoje. Pelo fato de estarem bem acostumados a consumir on-line, eles têm uma visão mais clara dos direitos do comprador. "Eles valorizam informações precisas e transparentes", afirma Padron. A tendência é que sua gestão dê uma atenção especial à busca de excelência nos serviços. "Muitos viram suas empresas serem responsabilizadas pelas ações de seus fornecedores", diz. Um estudante dos EUA ouvido no estudo diz que "é preciso ter em mente que os efeitos do que uma organização faz se espalham rapidamente pelo mundo". As companhias e pessoas estão cada vez mais conectadas.

http://www.valoronline.com.br/impresso/eu-carreira/108/381481/na-hora-de-decidir-jovens-preferem-dados-a-intuicao

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Astronautas da estação espacial tiram foto noturna de Brasília

Colaboração para a Folha, 01/02/2011 - 11h43

"Inconfundível". É assim que o Earth Observatory, ligado à agência espacial norte-americano (Nasa), se refere a Brasília em foto tirada lá de cima do espaço.

A imagem foi feita, no último dia 8, pela tripulação que se encontra na Estação Espacial Internacional (a ISS, na sigla em inglês).

O Earth Observatory também conta uma história resumida de Brasília, destaca o planejamento urbano como um dos melhores exemplos do mundo e elogia o design da cidade.

Veja detalhes na foto: