quinta-feira, 30 de abril de 2009

Por que um intercâmbio?

Esta é pergunta comum quando alguém toma conhecimento da viagem. Outra é a respeito da hospedagem. Penso que o aprendizado de um segundo idioma é muito mais eficaz e, a experiência internacional, uma nova cultura, imperdível. Nessa linha, a hospedagem homestay parece-me a mais indicada, pois o contato com a realidade local é intensa, com as exigências normais do dia-a-dia.

Por que Vancouver? Tem menos brasileiros no período em que pretendo viajar, a cidade é menor que Toronto e a escola tem uma unidade muito boa na cidade.

Atendendo uma sugestão da Luiza, agente da empresa de intercâmbio, ficarei 4 semanas em Toronto, pois será uma oportunidade de conhecer outra realidade canadense, além de ficar bem perto de Nova Iorque que pretendo conhecer no feriado.

O período que escolhi - agosto a novembro - tem uma temperatura amena - verão/outono - portanto mais agradável, possibilitando aproveitar mais intensamente para conhecer a região, inclusive com incursões nos USA.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Uma etapa

Um ciclo se completou com a partida de meu velho e querido Pai!

Foi-se, assim, sem pedir licença e deixou uma enorme saudade, às vezes, um vazio e a dor doída da ausência. Estes dias, durante uma das aulas, ouvi uma das músicas que ele tanto gostava de ouvir/cantar e um nó apertou minha garganta, feriu meu peito. . .

Tudo continua, embora não o tenha mais, por enquanto. Até mais, Seu Natal.

Quiçá meus projetos e sonhos se concretizem para alegria e felicidade de todos os que me cercam.

O prioritário é o Intercâmbio: já tenho destino, data e escola: Vancouver, Canadá; agosto/2009, LSC - Language Studies Canada.

Um friozinho na barriga, mas vou em frente para dar mais este passo importante em minha vida.

Fé em Deus e pé na tábua, sempre.

domingo, 26 de abril de 2009

A missão

No instante em que soube das notícias, tive a certeza de que tinha algo a fazer e que era urgente.
Ao chegar naquele ambiente, tudo se tornou claro e, conscientemente, acompanhei a partida de meu querido Pai.
Sabendo que o momento era decisivo e que tudo estava consumado, procurei transmitir serenidade, paz, aconchego e, especialmente, confiança na misericórdia de Deus e no amor de Maria, Mãe de Jesus. Meu pai dissera, em várias ocasiões, de seu amor e confiança incondicionais em Nossa Senhora - sei que muitos não acreditam, mas não importa - meu pai confiou, sempre.
As palavras que fui dizendo, buscando transmitir esses sentimentos foram muito tranquilas e, mesmo emocionado por vê-lo partir, senti uma sensação muito leve por estar ali. Agradeço, sempre, a Deus por permitir minha presença, naquele instante.
Por mais de uma hora fiquei ali, conversando, lembrando do que meu pai dizia, da esperança na vida eterna, no encontro com os ente queridos, na acolhida dos Anjos e Santos, enfim fiz tudo para que a passagem fosse livre, leve, serena, com muita paz.
E, parece-me, assim foi.
Como uma vela que vai queimando até o final assim o "Seu" Natal se foi: sua respiração foi diminuindo, diminuindo, com algumas paradas mais longas, até cessar serenamente.
Olhando, agora, o passado posso afirmar que meu Pai se foi em paz!

Continuando

Tenho sido muito relapso na manutenção e, principalmente, em honrar meu compromisso em falar sobre o 5 de dezembro.
Aqui vamos nós, falar mais um pouco, pois ao terminar este tópico, tenho outro tema para tratar: minha viagem ao Canadá. . .
O post de 27 de janeiro terminava falando em um missão, pois minha viagem tinha um objetivo claro: meu pai passaria para outra forma de vida e eu precisava estar presente quando partisse.
De fato, ao chegar ao hospital onde meu pai se encontrava, percebi algumas coisas simples que podem atrapalhar o momento, como uma televisão ligada, as luzes acesas, algumas conversas, enfim coisas normais que fazemos e que, naquele momento, me chamaram a atenção. Pareceu-me necessário, um recolhimento, um estar silencioso, viver o presente com toda a intensidade. Embora relatando assim, essa descoberta foi acontecendo ao longo de 1 hora, mais ou menos.
Ao chegar, coloquei-me ao lado de meu pai e fitei-o com carinho, sua respiração já era fraca, sequer se mexia, ou seja, a partida estava mesmo próxima. Ao colocar minha mão em sua cabeça, senti a vida se esvaindo. . .