terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Um futuro. . . qual?
De nossas ações presentes depende nosso futuro; não há o que recuar dessa máxima.
É assim que sinto, tudo tem causa e efeito e, muitas vezes, o efeito surpreende. Por quê digo isto?
O mero fato de reconhecer que cometi o mais grave erro em minha vida - permitir que a situação daquele momento conduzisse à separação - me alimenta de tal maneira que sinto, agora, um tanto de alívio, outro de ansiedade e outro, ainda, de angústia.
O alívio advém de, finalmente, perceber que falhei: reconheci e pedi perdão à pessoa que menos merece sofrer e, infelizmente, muito sofreu.
Já a ansiedade é demonstração de que o tempo ainda é longo, o caminho estreito e o resultado incerto.
Angustiado, sinto que não tenho as condições necessárias para concretizar tudo o que sonho e, por isso, sofro.
Jamais vou recuperar o tempo perdido; jamais.
O tempo passou, as oportunidades foram embora, portanto é olhar para o que restou e recomeçar.
Repetindo o Gustavo, digo: que Deus, na sua infinita bondade, transforme esses sentimentos em capacidade de luta, em esperança, enfim, em desejo de vencer.
Por isso, apesar de tudo, continuo em pé.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Filho pródigo
Este episódio, narrado na Bíblia, é didático e motivador: um convite para a reflexão, análise questionadora!
O silêncio é, na maioria das vezes, ensurdecedor!
Por isso, como o filho pródigo, voltarei e direi: Dirce, pequei contra o céu e te ofendi, perdoe-me, embora não seja, de todo, merecedor de sua confiança, dê-me seu perdão.
Preciso libertar-me, buscar uma nova forma de encarar a vida e deixar de lado as ilusões que muito atrapalharam minha vida.
Agora, vou construir o futuro com mais brilho, mais afinco e merecer a confiança!
Que Deus me dê forças e luz, pois a esperança renasce.
Amém
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Rubem Alves
"Os olhos da Igreja Católica só vêem as estrelas. E é do seu olhar para as estrelas imóveis que ela deseja governar a Terra" enquanto isto: "As estrelas brilham no céu. Os homens sofrem na Terra". Rubem Alves, em texto publicado na Folha de São Paulo, edição de hoje, disponível em: http://www.agenciaaids.com.br/clipping/aids_19022008.htm#_Toc191170466
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Um vôo, uma escola
O vôo de retorno de Brasília, nesta quinta-feira, foi bastante complicado: além do atraso na partida, a chuva de granizo fechou o aeroporto de Congonhas em São Paulo, exigindo o prolongamento do vôo, com retenção na região de Araraquara, onde ficamos girando por 40 minutos, em meio à turbulências. Depois de definido o local do pouso - havia a possibilidade de alteração para Cumbica - novamente a turbulência provocou desconforto.
Previsto para ser de 1h25m, acabamos tendo uma viagem de 2h10m, provocando atraso na minha chegada à faculdade: primeira aula e atrasado, péssimo.
Os alunos compreendem, mas fica o registro de que o professor pode atrasar.
A aula introdutória de Câmbio, versando sobre a história da moeda, é bem ligth, interativa e conquista a moçada, o que é ótimo.
A FAC São Roque é uma boa escola, com professores comprometidos com a boa formação dos alunos.
É um semestre que promete.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Matemática
Uma grande dificuldade que os alunos enfrentam é entender matemática: listei 6 frações cujos resultados era 9. Questionados todos disseram isso; entretanto, não souberam dizer o que significam os resultados. As pessoas não pensam matemática, pois acham que são números apenas!
Essa forma bitolada de lidar com os números, sem interpretá-los, é que provoca a resistência e, pior, a sensação de incapacidade. Daí se pode pensar que essa é uma estratégia: manter a massa ignorante para servir de exército à disposição.
Se não sei matemática, não posso aprender matemática financeira, logo, não posso lidar com finanças, portanto continuarei pobre!
Essa linearidade simplista, até um pouco forçada, dá uma idéia do efeito que causa nas pessoas que, sem perspectiva, deixam-se levar pela vida. Triste vida.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Cristo Redentor
Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=cristo_redentor_em_dia_de_raio&cod_Post=89681&a=111
um domingo
de muito trabalho: o início das aulas enseja uma preocupação com a qualidade das aulas, daí a necessidade de revisar todo material, incluir novos exemplos, buscar novas visões e conceitos, de forma a tornar este semestre diferente dos anteriores, não apenas pela virada da folhinha, mas sobretudo por uma nova abordagem do conteúdo.
pelo menos um ponto me faz pensar: como tornar a análise de investimentos interessante aos alunos? a maioria não tem qualquer perspectiva de que poderá, um dia, utilizar as ferramentas.
vejo muito incredulidade, muita indiferença e, pior, percebo a sensação de incapacidade que muitos alunos demonstram.
o desafio é grande, mas a vontade de vencê-lo, também.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Primeiro dia
Nesta sexta, estive em meu primeiro compromisso do semestre; no entanto, os alunos, nenhum, compareceu.
Fico a me perguntar se estariam certos em não se fazerem presente: uma sexta feira, pós carnaval, há muito mais o que fazer na metrópole!
Por outro lado, existem muitas outras justificativas para comparecer.
É um momento de reflexão e, por enquanto, nada conclui. quem sabe, mais à frenbte?
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Fim e início
Fim de férias, merecidas e gozadas férias escolares! Enfim é hora de retomar: para isso devo brindar esse fértil período, com um bom vinho tinto, tim tim
Preparando as aulas, tive a sensação de que clamamos no deserto da indiferença!
Inúmeras pessoas se queixam da falta de oportunidade, entretanto deixam-na passar ao largo, esquecendo-se de que temos, cada um de nós, responsabilidade na construção do amanhã.
Delegar é possível em inúmeras atividades; entretanto, penso que não há como delegar a vida: viver é o bem maior! hoje e sempre, viver.
Muitas vezes ou melhor, inúmeras vezes, sem qualquer ousadia, apenas repetindo a rotina, dura e triste rotina; ainda assim viver, sentir-se vivo, um pouco desafiado, desafiante, desafinado. . .
Essa parte é intransferível: cada segundo teremos que enfrentá-lo,
com ou sem vontade,
com ou sem entusiasmo,
com ou sem jeito.
Viver é o maior desafio que enfrentamos, pois exige renovar-se a cada dia, enfrentar todas as vicissitudes, intempéries, frustrações e, também, a covardia. . . sim, pois esta nos acompanha, queiramos ou não.
Convite aos meus companheiros de jornada, neste novo semestre:
enfrentem o desafio diário de viver e ousar, de criar e aprender, de fazer e de sofrer, de amar e de perdoar, enfim convido-os a "ser".
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Já viramos uma página da folhinha!
Incrível como o tempo passa ligeiro: já adentramos fevereiro, de cara com o carnaval. Logo mais o ano começa de fato.
Temos que esperar esse tempo para ver em que dará as denúncias de má utilização dos cartões corporativos no executivo: como as pessoas podem colocar a perder um instrumento ágil e transparente para os gastos públicos!
A mistura público x privado que vemos neste caso acontece em muitas outras áreas, inclusive quando servidores saem do estado para a iniciativa privada, sem qualquer pudor; o caminho inverso é notório: são milhares de pessoas que veêm o estado como uma forma de melhorar seus contatos para vender benefícios a posteriori.
A sociedade precisa se mobilizar para exigir uma estrutura de estado mais condizente com suas necessidades e isto passa pela educação republicana que cada servidor deve ter; entretanto, a quem isto interessa?
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