terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Um futuro. . . qual?

De nossas ações presentes depende nosso futuro; não há o que recuar dessa máxima. É assim que sinto, tudo tem causa e efeito e, muitas vezes, o efeito surpreende. Por quê digo isto? O mero fato de reconhecer que cometi o mais grave erro em minha vida - permitir que a situação daquele momento conduzisse à separação - me alimenta de tal maneira que sinto, agora, um tanto de alívio, outro de ansiedade e outro, ainda, de angústia. O alívio advém de, finalmente, perceber que falhei: reconheci e pedi perdão à pessoa que menos merece sofrer e, infelizmente, muito sofreu. Já a ansiedade é demonstração de que o tempo ainda é longo, o caminho estreito e o resultado incerto. Angustiado, sinto que não tenho as condições necessárias para concretizar tudo o que sonho e, por isso, sofro. Jamais vou recuperar o tempo perdido; jamais. O tempo passou, as oportunidades foram embora, portanto é olhar para o que restou e recomeçar. Repetindo o Gustavo, digo: que Deus, na sua infinita bondade, transforme esses sentimentos em capacidade de luta, em esperança, enfim, em desejo de vencer. Por isso, apesar de tudo, continuo em pé.

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