domingo, 26 de abril de 2009

Continuando

Tenho sido muito relapso na manutenção e, principalmente, em honrar meu compromisso em falar sobre o 5 de dezembro.
Aqui vamos nós, falar mais um pouco, pois ao terminar este tópico, tenho outro tema para tratar: minha viagem ao Canadá. . .
O post de 27 de janeiro terminava falando em um missão, pois minha viagem tinha um objetivo claro: meu pai passaria para outra forma de vida e eu precisava estar presente quando partisse.
De fato, ao chegar ao hospital onde meu pai se encontrava, percebi algumas coisas simples que podem atrapalhar o momento, como uma televisão ligada, as luzes acesas, algumas conversas, enfim coisas normais que fazemos e que, naquele momento, me chamaram a atenção. Pareceu-me necessário, um recolhimento, um estar silencioso, viver o presente com toda a intensidade. Embora relatando assim, essa descoberta foi acontecendo ao longo de 1 hora, mais ou menos.
Ao chegar, coloquei-me ao lado de meu pai e fitei-o com carinho, sua respiração já era fraca, sequer se mexia, ou seja, a partida estava mesmo próxima. Ao colocar minha mão em sua cabeça, senti a vida se esvaindo. . .

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