quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Aumenta a desigualdade

Em reportagem publicada no portal Folha.com, Clovis Rossi, relata parte da discussão havida em Davos nesta quarta, dia 26/jan e, alguns dados, chamam a atenção:
Zhu Min, Conselheiro Especial do FMI
- até a crise de 1929, 1% dos norte-americanos ficavam com 48% da riqueza, porcentagem que caiu para 28% em 1968, mas voltou aos 48% na crise do período 2008/09 (Zhu Min, ex-vice-presidente do BC e atual conselheiro especial do FMI);


- a recuperação da economia mundial devolveu a produção global ao nível de 2008, o que significa que foram dois anos de crescimento zero (Zhu Min);


- Os salários perderam para os lucros dez pontos percentuais de sua participação na renda nacional, nos últimos dez anos (John Evans, secretário-geral do Comitê Assessor para os Sindicatos da OCDE).


A recuperação se dá em duas velocidades, como sintetizou Il Sakong, representante do presidente da Coreia para a cúpula do G20, realizada em novembro na capital coreana: "Os mercados emergentes estão superaquecidos, e, no mundo desenvolvido, a recuperação é incerta".


A economia, no dizer de Noriel Roubini, professor da Universidade de Nova York, está como copo meio cheio, meio vazio em que a parte vazia simboliza o anêmico crescimento na Europa e nos EUA. Roubini complementa que isto ocorre porque ainda não foi corrigido o excesso de endividamento.


Dessa forma, não é seguro dizer que o mundo caminha para recuperação plena ou que a desigualdade será combatida; aliás, isso vai demorar bem mais do que gostaríamos.

Clique aqui e leia a reportagem na íntegra.

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