quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

"Tropeços" precisam ser corrigidos, diz Delfim Netto

O economista Antonio Delfim Netto ainda mantém seu aval a Dilma Rousseff, entretanto passou a criticar o que classifica algumas ações governo, como o modelo de concessões à iniciativa privada que fixa rentabilidade do investidor. O ex-ministro diz que isso leva o mercado a responder "com a porcaria que cabe em sua taxa de retorno".
Delfim Netto afirma que o Governo, ao fazer o "truque fiscal" para cumprir a meta de superavit primário gerou um efeito de catastrofismo, passou a impressão de "não sabe o que está fazendo".
A atuação do Banco Central visando apreciar o real e os incentivos do governo à formação de oligopólios também merecem reparos do entrevistado.
Os pontos merecedores de elogio, segundo o economista, é a continuação da política de redistribuição de renda pelo governo Dilma, que, para ele, vai na direção certa, mas alerta: "é preciso fazer algumas correções".
Para ler a íntegra de entrevista concedida a Folha de São Paulo, clique aqui.

O passado - breve análise
O economista e ex-ministro Delfim Netto é muito criticado por sua atuação quando esteve à frente de Ministérios nos governos militares, quando criou a famosa frase: "É preciso fazer o bolo crescer pada depois dividir". Em que pese seu apoio aos militares e as manobras que engendrou para inflar números e criar a falsa impresasão do "milagre brasileiro" - uma fase de crescimento sem consistência - é preciso perceber que as posições hoje defendidas pelo emérito professor da USP devem ser consideradas, pois a experiência, a clareza e a direção correta de suas análises contribuem para a compreensão do atual momento econômico e, porque não, político.
Ouví-lo ou ler o que escreve é sempre uma aula.

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